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Amilton Filho garante manutenção das Cavalhadas em dois municípios goianos
O deputado estadual Amilton Filho (MDB) contribuiu significativamente para a manutenção das Cavalhadas em dois municípios goianos, ao destinar a essas localidades emendas parlamentares de R$ 50 mil cada uma, que foram pagas nesta terça-feira, 26 de maio. As cidades beneficiadas foram Palmeiras de Goiás, no centro do Estado, e Santa Terezinha de Goiás, no meio norte goiano. A Associação dos Cavaleiros das Cavalhadas de Palmeiras de Goiás recebeu R$ 50 mil e a Associação da Cavalhada de Cedrolina Pissarro e Godoy foi o destino da outra emenda de igual valor.
“Incentivar a manutenção das tradições seculares é mais do que obrigação nossa enquanto agentes públicos, especialmente porque não se trata apenas de uma manifestação religiosa-cultural, mas de motores que movimentam a economia, atraem turistas e fazem girar a economia destas cidades, sem contar o peso histórico deste evento secular”, disse Amilton ao justificar o envio destas emendas.
A agremiação responsável pela organização das Cavalhadas de Palmeiras de Goiás usará o recurso para a compra de ração para os animais e também para a aquisição de botas para os cavaleiros. Já a de Santa Terezinha de Goiás utilizará o dinheiro para adquirir indumentárias para os participantes da batalha, a compra de acessórios que adornam seus trajes de época e para a contratação de serviços técnicos especializados para tornar possível a realização das Cavalhadas.
Cavalhadas
As Cavalhadas são uma tradicional festa popular e representação teatral a cavalo que simula as batalhas medievais entre cristãos e mouros. Trazida ao Brasil pelos portugueses, a festividade mistura fé, história e folclore, e marca o calendário cultural de diversas cidades do interior brasileiro, especialmente no estado de Goiás. No estado – e no Brasil – a mais famosa é a de Pirenópolis, e além desta destacam-se as Cavalhadas de Palmeiras de Goiás, Santa Terezinha de Goiás, Santa Cruz de Goiás, São Francisco de Goiás e Jaraguá.
O evento dura três dias e representa a batalha entre cristãos e mouros (muçulmanos). Teatralizam a ocupação da Península Ibérica pelos árabes no século IX, a dominação deste povo dos espanhóis e portugueses, até a sua expulsão do território no século XIV, pela Rainha Isabel, Católica. O ponto alto das Cavalhadas ocorre no último dia, quando os mouros são derrotados e acabam se convertendo ao Cristianismo, para não serem expulsos ou mortos.