CCJ levanta debate sobre depressão e suicídio na infância e adolescência
A Comissão de Constituição, Justiça e Redação levantou o debate sobre a depressão e suicídio em menores, na tarde desta quinta-feira, 6. Além de recentes episódios noticiados pela imprensa, um dos motivos da discussão foi a deliberação, na reunião de hoje, de um programa que trate a depressão na infância e na adolescência pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado de Goiás. De autoria do deputado Diego Sorgatto (PSDB), o projeto de lei que tramita com nº 1641/19 teve seu parecer pela diligência, ou busca de subsídios na Secretaria de Saúde, aprovado pela CCJ.
No entanto, depois de analisá-la, o líder do governo, deputado Bruno Peixoto (MDB), decidiu emitir parecer favorável à matéria, que foi acatado pelos integrantes do colegiado.
De acordo com o texto, o atendimento psicológico deverá observar, analisar e entender as causas e os sintomas relacionados à depressão, com o objetivo de identificar o tratamento indicado para cada caso.
O projeto destaca que a depressão é uma doença grave e se não for tratada adequadamente interfere no dia a dia das pessoas e compromete a qualidade de vida. Sorgatto lembra que, nos adultos, a depressão é mais fácil de ser diagnosticada: "Eles se queixam e, mesmo que não o façam, suas atitudes revelam que não se sentem bem e a família percebe que algo de errado está acontecendo."
Já com as crianças e os adolescentes é diferente, porque eles aceitam a depressão como fato natural, próprio de seu jeito de ser. "Embora estejam sofrendo, não sabem que aqueles sintomas são resultado de uma doença e que podem ser aliviados. Calam-se, retraem-se e a comunidade dificilmente compreende que é necessária ajudar aquela criança ou adolescente’’, explica Sorgatto.