Secretário de Educação da capital e professores discorrem sobre o impacto do Fundeb
A audiência pública que debate o futuro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) reuniu educadores e gestores no auditório Solon Amaral, na tarde desta sexta-feira, 7. Eles discorreram sobre a previsão para a Educação Básica se o financiamento pelo Fundeb, que perde a validade no final de 2020, deixar de existir, e demonstraram como o mesmo é imprescindível.
O professor Jânio Ricardo foi o primeiro a fazer uso da palavra. "Nós observamos que a Lei que cria o Fundeb é uma das mais importantes feita nos últimos anos. Precisamos buscar forças para continuarmos avançando e lutando pela Educação. Não podemos entendê-la como despesa e sim como investimento, sendo impossível defender a Educação sem este fundo", frisou.
O secretário de Educação de Goiânia, Marcelo Costa, proferiu discurso sobre o impacto do Fundeb na educação básica do município e de que forma o financiamento é feito."É muito importante esta audiência aqui hoje. O Fundeb no passado financiava apenas parte da educação e era uma educação sucateada. Foi com a ampliação do financiamento que houve um salto na Educação. Nesse aspecto, podemos perceber claramente a importância deste fundo. Nós estamos melhorando ainda gradativamente e para continuarmos é necessário que este investimento não acabe”, analisou.
Já o professor da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas da Universidade (FACE) da Universidade Federal de Goiás, Dr. Thiago Alves, apresentou um levantamento de quanto custa uma Educação Básica de qualidade. Com dados de 2017, ele apontou que o gasto médio com aluno, sem a participação do financiamento do fundeb, é de R$ 6.948, e com a participação do Fundo esse valor cai três mil reais. Ele também discorreu sobre quadro de funções, critério de alocação e remuneração dos funcionários.