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Delegada da Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas se diz a favor da lei antimanicomial

11 de Junho de 2019 às 10:22

A delegada regional da Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas, Sherydan Luiz de Oliveira participa da audiência pública sobre enfrentamento às drogas, evento que está sendo realizado neste momento na Assembleia Legislativa de Goiás. Sherydan cumprimentou a mesa e falou da importância dos esclarecimentos que precisam ser feitos sobre os serviços terapêuticos e os modelos psicossociais de atendimento e, de pronto, sinalizou que é a favor da lei antimanicomial, onde os serviços são descentralizados e o paciente recebe um tratamento mais humanizado.

A delegada regional trouxe na sua fala a questão da importância do acolhimento nos tratamentos e nos serviços disponibilizados. Segundo ela, a discussão sobre drogas ainda é muito recente no Brasil e, para se ter uma ideia, na década de 70 a primeira lei que tratava do uso de drogas era ligada à área da segurança pública, por falta de políticas da saúde voltadas para esse público. Ela esclareceu que o método psicossocial de atendimento só surgiu muito mais tarde e, só nesse momento, começaram a pensar em atendimento com acolhimento.

Sherydan disse que a forma de cuidado terapêutico é a promoção da abstinência, não é um serviço hospitalar de pequeno porte, porque não é rápido para obter resultado. "A partir de agora, com a inclusão da promoção da abstinência, o Caps também vai trabalhar com a proposta da redução de danos. As comunidades terapêuticas conveniadas precisam cumprir uma portaria, que traz um plano de fiscalização pois elas são financiadas. Porém, minha preocupação maior não são com aquelas que são fiscalizadas, e sim com aquelas que não são, pois precisa haver um controle sobre todas elas".

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