Coordenadora do Caps defende a internação voluntária do usuário de drogas
Coordenadora do Centro de Assistência Psicossocial (Caps) Álcool e Drogas Girassol Infanto Juvenil, Sheyla Alves participa da audiência pública sobre políticas de enfrentamento às drogas, evento que está sendo realizado neste momento na Assembleia Legislativa de Goiás. A audiência pública debate o Alinhamento das Políticas sobre Drogas, iniciativa do Delegado Eduardo Prado (PV), presidente da Comissão de Segurança Pública da Alego.
Sheyla Alves representa a rede de atenção psicossocial e diz que o trabalho da entidade é feito dentro do modelo psicossocial. "Cuidamos das pessoas, com foco no usuário”, salienta.
De acordo com Sheyla, existem várias linhas e possibilidades de cuidado, inclusive internação quando necessário. "Mesmo nesta lei que veio alterar a 11.343/2006, são mantidas algumas partes da lei anterior", pontua.
Sobre a internação, a coordenadora afirma que é grande questão a ser discutida. “Dentro das possibilidades, a internação voluntária ou não é a que a pessoa vai buscar”, explica Sheyla. Segundo ela, “a compulsória é o último recurso”.
Sheyla defende que o tratamento oferecido é de acordo com aquilo que é buscado pela pessoa. “Vamos ajudar na redução de danos. Várias vão se tratar e ficar bem. Existem vários jeitos de enxergar os usuários. Devemos lançar mão de todas as estratégias”, defende.
“É preciso enxergar nosso cuidado e luta a favor das pessoas, já que o uso de drogas tem causas multifatoriais, entre elas a pobreza”, pontua a coordenadora, que enfatiza outro ponto importante, que é oferecer meios para que o usuário de droga possa sair da condição em que está com inserção no trabalho.