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Banco de empregos

08 de Março de 2021 às 17:00
Crédito: Arquivo Alego
Banco de empregos
Bancada feminina goiana
Bancada feminina aplaude iniciativa que visa criar banco de empregos para mulheres em situação de violência doméstica. "Trabalho e a renda são um dos mecanismos para a interrupção do ciclo de agressões", avaliam.

Um banco de empregos para mulheres em situação de violência doméstica poderá ser criado caso logre êxito na Câmara dos Deputados do projeto de lei nº 633/21. Hoje, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, as deputadas da Assembleia Legislativa de Goiás, Lêda Borges (PSDB) e Delegada Adriana Accorsi (PT), analisaram a proposta que reserva aos municípios a competência para a criação, manutenção e aprimoramento do banco de empregos.

De acordo com a matéria que tramita na Câmara Federal, a criação do banco de empregos para vítimas de violência doméstica deve observar as disponibilidades financeiras e orçamentárias, bem como a conveniência e a oportunidade administrativas. Determina, também, que as despesas decorrentes da execução da medida correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, mas poderão ser celebrados convênios com empresas, universidades e entidades da sociedade civil.

Para que essas mulheres sejam beneficiárias do banco de empregos, a propositura prevê os seguintes critérios: encaminhamento pelos Centros de Referência da Mulher, no município em que houver (caso contrário, deverá ser feito pelas secretarias de assistência social); além de portar boletim de ocorrência e solicitação de medida protetiva de urgência.

“Trata-se de um projeto extremamente importante, pois o trabalho e a renda são um dos mecanismos para a interrupção do ciclo da violência doméstica. Um dos fatores preponderantes para o retorno da vítima ao lar é a questão da vulnerabilidade financeira”, avaliou a deputada Lêda Borges.

Reserva de vagas

A deputada Delegada Adriana Accorsi enalteceu a elaboração da matéria pelo seu colega de partido José Guimarães (PT-CE). Ela lembrou, ainda, que uma legislação estadual similar, nascida de projeto de autoria dela, estabelece que todas as empresas que negociam com o Estado têm que garantir 5% de suas vagas de emprego para mulheres vítimas de violência.

“Eu tenho muito orgulho de ser autora de um dos projetos que, na minha opinião, é um dos mais eficientes nesse contexto. Já foi sancionado e está funcionando para várias mulheres, as quais, inclusive, já estão trabalhando em virtude dessa legislação”, disse. Adriana explicou que as mulheres são encaminhadas a um grupo executivo que faz essa triagem dentro da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), conhecida como “Secretaria Cidadã”, que é chefiada, atualmente, pela ex-senadora Lúcia Vânia.

Conforme a parlamentar, o encaminhamento das candidatas é feito pelo Poder Judiciário, ou seja, mulheres que já passaram pela Delegacia da Mulher como denunciantes. “Elas têm, por meio dessa triagem, a oportunidade de emprego, de sair dessa situação de violência e viver com dignidade com seus filhos”, celebrou.

Adriana Accorsi destacou, ainda, que iniciativas como a sua e a do deputado federal cearense ajudam a promover mais igualdade de oportunidades, entre homens e mulheres, no mercado de trabalho. “Somos a parte mais frágil, também, no mundo do trabalho. As primeiras que são demitidas em tempos de crise e que passam a integrar a informalidade, ou seja, a maioria das pessoas desempregadas. E grande parte das mulheres que sofre agressões e abuso em seus lares não busca ajuda justamente porque não tem um emprego, nem qualificação para garantir a sobrevivência”, acrescentou, compartilhando sua experiência como delegada e titular da Secretaria Municipal de Defesa Social na gestão do ex-prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT).

Resgate e reabilitação

O deputado José Guimarães também abordou a realidade das vítimas de violência doméstica na justificativa do projeto de lei em questão. “As áreas da assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação se mostram imprescindíveis para resgatar e reabilitar a mulher, após ela se ver livre da violência doméstica. Tão cruel como a violência sofrida pelo agressor, seria deixar a mulher condenada à sua própria sorte, com numerosa prole e sem nenhuma qualificação profissional para o exercício de alguma atividade para sua subsistência”, argumentou.

 

Agência Assembleia de Notícias
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