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CPI da Educação deve iniciar trabalhos esta semana

05 de Março de 2008 às 15:45

"A CPI da Educação inaugura uma fase importante do Parlamento goiano, garantindo o direito da minoria", comentou o líder do PT, Mauro Rubem, após a indicação dos nomes que vão compor a CPI da Educação.  Ele acredita que os trabalhos serão iniciados esta semana. Ontem as bancadas indicaram os nomes em plenário.

O deputado Honor Cruvinel (PSDB) é o cotado para assumir a presidência da CPI. A definição deve ocorrer até o final de semana.

A bancada do PT, com o apoio dos outros partidos de oposição, entrou com requerimento em março de 2007 para investigar a não aplicação das verbas constitucionais na educação em Goiás. Após ser rejeitada pela maioria dos deputados, o pedido de instalação da CPI da Educação foi resolvido na Justiça, que concedeu liminar favorável em janeiro deste ano. "Queremos instalar imediatamente e recuperar o tempo perdido de quase um ano", disse Mauro Rubem.

O deputado Luis Cesar Bueno, autor da proposta, foi indicado para a relatoria da CPI da Educação e os deputados Helder Valin (PSDB), Romilton Moraes (PMDB), Honor Cruvinel (PSDB) e Nilo Resende (DEM) foram indicados para compor a comissão que irá investigar a aplicação dos recursos constitucionais na educação no período de 1990 a 2007 e os reflexos para o ensino na rede estadual.


A CPI da Educação foi motivada pela constatação da não aplicação dos percentuais previstos nas Constituições Estadual e Nacional para a educação em Goiás. "Quando a determinação era de 30% do orçamento, foram aplicados em média 17%, muito aquém do necessário e que traz como resultado os problemas que todos estamos vendo nas escolas da rede estadual de ensino", argumentou Luis Cesar Bueno, autor da CPI da Educação.


"Esta CPI é de suma importância para podermos dar satisfação à sociedade sobre os problemas que temos enfrentado nas escolas da rede estadual. É importante que a sociedade saiba que estes problemas têm relação direta com a falta de recursos e investimentos na educação", comentou o presidente do Sintego, Domingos Pereira.

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