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Honor Cruvinel analisa ações do Governo Alcides Rodrigues

27 de Março de 2008 às 09:20

Primeiro vice-presidente da Assembléia Legislativa, o deputado Honor Cruvinel (PSDB) manifestou, em entrevista a Agência Assembléia de Notícias, a confiança dele com relação ao Governo Alcides Rodrigues. Frisou que o governador projetou uma agenda propositiva com os deputados, para “realmente atender as necessidades do povo de Goiás”. Enfatizou que o governo está seguindo o seu caminho, mantendo programas sociais importantes e já começando a implantar novos programas. Vê a reforma administrativa com naturalidade, afirmando que sempre disse que o PP, por ser o partido do governador, é o que mais deve crescer nessa atual gestão estadual. Comenta a questão do quorum na Assembléia Legislativa diante das eleições municipais deste ano, fala em estratégia eleitoral da base aliada e das adequações que estão sendo feitas na Constituição do Estado. Eis a íntegra da entrevista: 

Na audiência com o governador Alcides Rodrigues (PP), semana passada, foi realmente discutida uma Agenda Positiva?
O governador, junto com os deputados, discutiu realmente o início da agenda propositiva do governo no sentido de que possa estar levando obras, reivindicadas pelas bases dos deputados estaduais. Foi uma reunião harmoniosa, onde imperou a tranqüilidade, a harmonia. E ficou patente grande esperança de que o Governo, agora, comece realmente a atender as necessidades do povo de Goiás. 

Um esforço dos senhores deputados às terças e quartas-feiras seria suficiente para esgotar a pauta de matérias em tramitação na Assembléia Legislativa?
Acho que a Assembléia, e não é a primeira vez que estamos aqui na Assembléia Legislativa e acontecem períodos eleitorais, continua funcionando. Acho que tem um número de deputados expressivo, cuja base maior é Goiânia, que acabam garantindo o quorum na Assembléia, e, portanto, os andamentos dos trabalhos do Poder Legislativo estadual vão continuar; claro que sempre são os dias que apresentam o maior número de deputados: terça, quarta e quinta-feira. Vai continuar a ser. Eu continuo esperançoso de que as sessões continuarão normais e que haverá quorum para votar as matérias do governo e também as matérias da própria casa e dos deputados.

Essas eleições municipais poderão provocar algum tipo de racha na base aliada?
As eleições municipais têm algumas particularidades diferentes e esta não vai ser diferente das outras eleições; é preciso que haja uma coordenação, eu espero realmente que tenha essa coordenação, mas isso não vai impedir, de forma nenhuma, os embates nas principais cidades de Goiás. Espero que o bom senso prevaleça. E que depois dos resultados das eleições, a base continue unida, sem ressentimentos, apoiando de uma forma definitiva o Governo do Estado de Goiás.

Tem em mente qual seria a melhor estratégia a ser adotada pela base na Capital para chegar à vitória?
Acho que a estratégia para Goiânia está sendo colocada; já têm os pré-candidatos da base aliada e, à medida que o tempo passa, vai certamente afunilando. O Governo tem que tomar decisão, as lideranças e os presidentes de partidos começam a ter preocupação com o tempo e os pré-candidatos também, alguns vão afirmar suas candidaturas, outros certamente passam a fazer parte das negociações. Como disse, espero que prevaleça o bom senso e que tenhamos um candidato único da base aliada, para fazer face ao crescimento que o administrador de Goiânia teve nesses últimos meses de administração.

Acredita mesmo que já a partir deste mês de abrir, o governo estadual vai dar uma grande arrancada?
Acho que o governo está seguindo realmente o seu caminho. Com transparência, com seriedade, está fazendo as obras, atendendo os municípios. Claro que nesse período chuvoso tem uma reivindicação maior por causa das estradas, que estão em péssimas condições e a imprensa já noticiou que o Dr. Alcides já liberou mais de R$ 100 milhões para a Agetop, para que faça face às necessidades de recuperação das estradas do Estado de Goiás. Com isso certamente, essas reclamações vão perder sentido. E o Governo também começa a implantar os programas sociais. O programa Bolsa Universitária nunca teve interrupção, está mantido até hoje; ele agora abriu oportunidade para mais quatro mil estudantes universitários que não têm condições de pagar os seus cursos. O Governo também está pensando ainda dentro de pouco tempo o reinício do Salário Escola; o programa Renda Cidadã já é uma realidade, começou com um número pequeno de famílias, mas é pretensão do governador Alcides até daqui a dois meses, no máximo, estar atendendo, através do Renda Cidadã, cerca de 90 mil famílias do Estado de Goiás; o Banco do Povo também está funcionando; de maneira que o governo vem atendendo a contento as necessidades do povo de Goiás.

Com essa reforma administrativa, o PSDB deve perder espaço ou não?
Não. Acho que é natural, o PSDB foi governo durante oito anos, ocupou os cargos principais da administração do Estado de Goiás; e agora o governo segue sendo do Tempo Novo, mas com um governador diferente, o governador agora é o Dr. Alcides Rodrigues, ele precisa de espaço para colocar as pessoas que acha que são adequadas para, no conjunto, estarem respondendo às necessidades do governo. Acho que é natural. Quem me entrevistou no início do governo, as perguntas eram sempre dirigidas a essa parte e dizia sempre que quem mais vai crescer, nessa administração, é o partido do governador: o PP. E para o crescimento do PP é necessário haver espaço no governo, então o PSDB, que ocupa a maior parte do governo, tem que ceder espaço; acho isso natural, não vejo nisso nenhuma perseguição, mesmo o fato de estar tirando, desde que substitua um técnico por um outro do mesmo nível, ou melhor, do que aquele que está saindo; eu acho que é do livre arbítrio do governador do Estado colocar as pessoas da sua confiança, para estarem correspondendo aos compromissos que fez durante a campanha.

Como recebeu a cogitação, entre os deputados, do seu nome para assumir a Secretaria de Estado da Saúde?
O fato de eu ser médico, ter uma credibilidade muito boa e ter sido secretário por mais de uma vez, e ter tido sucesso, realmente me credencia à possibilidade de ser Secretário de Saúde, mas isso não foi ventilado em momento nenhum; acho que sou amigo pessoal do Dr. Cairo, faça questão absoluta de mostrar a minha solidariedade ao Dr. Cairo Alberto de Freitas; sei da sua formação, já estivemos em outros governos, juntos, sei que ele é um brilhante administrador, e que essas dificuldades que estão acontecendo atualmente são realmente passageiras, e ele também vai poder ter a oportunidade de mostrar a sua competência na administração da Saúde no Estado de Goiás.

Qual a expectativa do senhor com relação às adequações que estão sendo feitas na Constituição do Estado?
Acho que precisamos ter uma Constituição Estadual avançada; nós estamos tendo uma oportunidade que os outros estados não tiveram; eles fizeram as adequações logo depois da Constituinte de 88; então Goiás demorou e isso foi realmente prejudicial ao Estado de Goiás, mas a Assembléia Legislativa tem agora uma oportunidade ímpar de ver o que foi colocado nas adequações nos outros estados, de maneira que possamos ter uma Constituição Estadual adequada, progressista, avançada, para dar condições das coisas se desenvolverem, cada vez mais, aqui em Goiás.

A mensagem da Reforma Administrativa deve chegar até que dia aqui na Assembléia ?
Até o final deste mês ou, no máximo, início do mês que vem, suponho que até o dia 15 do próximo mês realmente deve estar chegando aqui. Acho que a reforma administrativa do governador Alcides Rodrigues deve terminar nos próximos 15 dias.

Prevê uma discussão mais acalorada dessa matéria?
Prevejo que vai ser uma discussão normal; acho que determinados assuntos já foram discutidos, quem quis realmente fazer reivindicação, já teve oportunidade de o fazer, já discutiu com os secretários. Quando chegar aqui, acredito que não vai ter muita dificuldade, não.

O senhor tem alguma expectativa com relação à Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), que deverá ser apreciada e votada até o mês de junho?
Não tenho nenhuma expectativa em relação à LDO, mas acho que também ela não será tema de controvérsias aqui na Casa. 

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