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Em sessão solene itinerante na Câmara de Vereadores de Goiânia, profissionais da segurança privada foram homenageados

26 de Maio de 2026 às 06:46
Crédito: Hellenn Reis
Em sessão solene itinerante na Câmara de Vereadores de Goiânia, profissionais da segurança privada foram homenageados
Sessão solene itinerante em homenagem à segurança privada

Profissionais que atuam na proteção do patrimônio público e privado, na preservação da integridade física das pessoas e na manutenção da ordem em diversos ambientes da sociedade, os vigilantes foram homenageados em sessão solene itinerante proposta pelo deputado Ricardo Quirino (Republicanos). No ato, na noite dessa segunda-feira, 24, 122 profissionais receberam o Certificado do Mérito Legislativo, representando toda a categoria.

Segundo o parlamentar, esses trabalhadores se destacam, ao longo da trajetória profissional, pelo comprometimento, disciplina e responsabilidade no exercício da função. Eles contribuem diretamente para a tranquilidade e o funcionamento regular de instituições, empresas e espaços públicos e privados.

"Por meio de ações preventivas, monitoramento, controle de acesso e pronta atuação em situações de risco, os profissionais de segurança privada exercem papel essencial na promoção da segurança coletiva. Sua atuação exige preparo técnico, equilíbrio emocional e constante atualização, com elevado compromisso com a ética, a legalidade e a responsabilidade social”, destacou Quirino.

Mesa

O deputado presidiu a cerimônia na Câmara de Vereadores de Goiânia. Compuseram a mesa o presidente do Sindicato dos Vigilantes, Alex da Silva Santos; o diretor-executivo da empresa S.T.A Vigilância e Segurança, Douglas Lessa; o diretor da Glock Academia de Vigilante, Franceildo Francisco dos Santos; o gestor da Centurião Segurança Patrimonial, Fábio Pereira Lins; e as vigilantes Elisete Quintino de Freitas e Rosimeire de Fátima Leite dos Santos.

O parlamentar disse que muito se fala em segurança pública, mas é preciso lembrar que há situações em que os agentes públicos não podem atuar, como em ambientes privados, a exemplo de escolas, condomínios e centros comerciais. “Os vigilantes, que trabalham na iniciativa privada, complementam de forma muito eficiente aquilo que a segurança pública, por questão de lei, não pode fazer”, afirmou.

Quirino disse ainda que a categoria enfrenta os mesmos desafios dos agentes públicos, como os riscos durante o trabalho, mas é menos reconhecida. “Eles merecem ser homenageados. É uma categoria que está onde todos nós trabalhamos. No prédio da Assembleia Legislativa, por exemplo, vemos esses profissionais em atuação, mas pouco reconhecemos o valor deles. Então precisam ser reconhecidos e homenageados”, concluiu.

Visibilidade

Douglas Lessa afirmou que o reconhecimento feito pelo Parlamento goiano dá visibilidade à categoria, que, apesar de estar muito presente na sociedade, ainda é pouco vista. Ele reiterou que os profissionais da segurança privada também arriscam a própria vida para proteger patrimônio e a vida de terceiros, assim como ocorre na área da segurança pública. “É de muita valia um reconhecimento para a classe, porque hoje, com as leis em vigor, a área da segurança privada ainda não é tão reconhecida como deveria. A categoria fica muito grata por essa homenagem”, disse.

Uma das poucas mulheres a atuar na área, a agente de escolta armada Rosimeire de Fátima Leite dos Santos foi uma das homenageadas. Há cinco anos na função, a agente diz que o início da carreira foi difícil. Conta que enfrentou preconceitos, mas seguiu firme e hoje é respeitada na empresa. “Deu tudo certo. Com o tempo superei as dificuldades. Hoje estou atuando há cinco anos e agora está tranquilo”, relatou.

Rosimeire também agradeceu a homenagem. Disse que a profissão é corrida e que chega a passar dois, três, até cinco dias na estrada, mas é gratificante. "Se tem uma mulher que ama essa profissão, essa mulher sou eu. Esse reconhecimento é ainda maior porque eu sou mulher”, declarou.

O presidente do Sindicato dos Vigilantes, Alex da Silva Santos, disse que a solenidade contribui para que a sociedade conheça e valorize o profissional da segurança privada, muitas vezes tratado de forma pejorativa. “O vigilante é, muitas vezes, chamado de guardinha, entre outros apelidos que diminuem a atuação da categoria. E hoje vemos que é um braço da segurança pública, aquele que fica invisível olhando os condomínios, as escolas, sempre presente, sempre atento”, afirmou.

Desafios

Para o representante da categoria, apesar da evolução, os desafios dos profissionais ainda são muitos, como a precariedade das condições de trabalho de alguns agentes. Ele disse acreditar que a aproximação com o Legislativo, iniciada pela solenidade, pode ajudar a mudar essa realidade. “Hoje já melhorou muito. Temos trabalhadores que são advogados, contadores. A qualificação dos profissionais vem aumentando. Mas queremos também que os deputados ajudem a categoria, votando projetos importantes para nós e nossas famílias”, encerrou.

 

Agência Assembleia de Notícias
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