Deputada diz que existe articulação com propósito de impedir ação penal no TRE
Na discussão sobre o requerimento 10925/26, que está em plenário para ser votado na manhã desta quinta-feira,11, a deputada Bia de Lima (PT) participou de forma híbrida e se posicionou contrária à matéria, conclamando os pares a votar da mesma forma. O documento interrompe a ação penal contra o deputado Amauri Ribeiro (PL) decorrente de ação penal apresentada pelo Ministério Público Eleitoral.
Ela justificou sua ausência no plenário revelando a morte de uma funcionária e uma vizinha do seu sítio no município de Jataí. Em seguida, ela se dirigiu ao presidente Bruno Peixoto (UB) e disse que se entristece quando não é aprovado seu pedido de vista para que seja contestada a legalidade do decreto legislativo.
Conforme seu entendimento, a parlamentar acredita que exista uma articulação com claro propósito de impedir que siga adiante a discussão no Tribunal Regional Eleitoral do pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE-GO). “O MP vem apontando reiterados episódios em que o deputado Amauri Ribeiro vem tentando atingir a minha honra, de forma afrontosa, a minha condição de mulher, mãe, professora, trabalhadora. Ele vem me atacando com claro propósito de querer me intimidar e me calar. A Casa, durante estes três anos, viveu no silêncio com todos esses contínuos ataques, mas isso é crime e está amparado pela legislação federal”, afirmou Bia de Lima.
A petista disse que agora a Casa tenta impedir que esse julgamento aconteça no TRE e, portanto, tenta impor esse decreto legislativo, ancorado num aspecto sem fundamento legal. Ela avaliou que a violência política de gênero não é o que se propõe nesse decreto legislativo.
Bia de Lima declarou que permitir que o agressor continue na impunidade é a mesma coisa que permitir que todo aquele que pratica crime contra a mulher continue convivendo naturalmente no meio da sociedade. "Eu tenho plena certeza que o TRE não acatará esse decreto legislativo, justamente porque existe um claro propósito de um poder em tentar impedir que o TRE cumpra o seu papel determinado por lei."
A legisladora disse que é inadmissível que o fato seja escondido e que o deputado, agora, queira se esconder atrás de um decreto legislativo."Isso é uma covardia, uma tentativa de 'passar pano' e impedir que uma mulher se defenda”, concluiu.