Bia de Lima cobra mais diálogo do Governo Estadual com entidades
Em pronunciamento durante a Ordem do Dia desta quinta-feira, 25, Bia de Lima (PT) clamou por mais diálogo com o Governo Estadual. Na visão da deputada, matérias como os debates sobre carreiras de veteranos das forças policiais não estão sendo devidamente tratadas pelo Executivo.
Ela afirmou que tem sido difícil para as entidades representativas garantirem não apenas que as pautas avancem, mas também que os projetos cheguem à Casa. E afirmou que o Governo precisa criar o hábito de receber, discutir, fazer as tratativas com os sindicatos, as associações que representam os segmentos. "Ninguém mais do que estas entidades pode compreender a fundo cada pauta, para atender às categorias.”
Segundo Lima, a postura governamental transparece a ideia de que apenas a classe política atua nas negociações, sem participação das entidades representativas. Ela cobrou mais atenção por parte do governador Daniel Vilela (MDB) com esses representantes dos servidores públicos em geral, em áreas como educação, saúde e administração direta.
A deputada comparou a posição governamental com outros segmentos, a exemplo do agronegócio e empresariado, em que o Governo senta para discutir na Fieg [Federação das Indústrias de Goiás], na Acieg [Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás], e pergunta: "Por que não senta também para conversar com sindicatos representativos dos trabalhadores, com entidades que têm, legalmente, a legitimidade de fazer a defesa de cada categoria?”.
De acordo com a legisladora, são essas entidades que têm o amplo entendimento das causas relativas à condição de ativos, aposentados, pensionistas e, no caso concreto da segurança pública em discussão, dos veteranos.
Governo Federal
Bia de Lima retornou à tribuna da Alego para defender a gestão federal, elencando ações que, em sua visão, representam estruturação e valorização das forças policiais brasileiras, e criticou o uso de recortes isolados de falas do presidente Lula (PT) para críticas.
A parlamentar apresentou dados do Governo Federal em relação aos números trabalhistas. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Relação Anual das Informações Sociais (Rais) em fevereiro de 2026 registrou 62,2 milhões de vínculos formais ativos, um aumento de 2,17 milhões de vínculos (3,6%) em relação a 2025.
Na perspectiva da deputada, o maior vínculo formal de emprego entre os brasileiros garante condições de sobrevivência, especialmente aos mais humildes viverem com dignidade, trabalho e renda, o que seria "motivo de orgulho e satisfação”.