Legislativo acolhe medidas de valorização das forças de segurança
Projetos de lei que impactam as polícias Civil, Técnico-Científica, as corporações militares e o Conselho Penitenciário venceram o crivo do Plenário na manhã desta quinta-feira, 25. A previsão é de mudanças de ordem remuneratória e de reorganização de seus quadros, com o resultado das votações em sessões ordinária e extraordinária. Nova regra para divisão do teto de gastos entre os Poderes também foi chancelada pelos deputados. A TV Assembleia Legislativa transmite o próximo encontro deliberativo na terça-feira, 30, às 15 horas.
A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) promoveu intensa agenda de votações nesta quinta-feira, 25, oportunidade em que projetos de lei que contemplam carreiras da Secretaria da Segurança Pública tiveram o último aval. O Plenário realizou uma sessão ordinária híbrida e duas sessões extraordinárias, que resultaram na apreciação de 37 processos ao longo do dia. O presidente da Casa, deputado Bruno Peixoto (UB), e seu vice, deputado Issy Quinan (MDB), se revezaram na condução dos trabalhos.
Os deputados chancelaram o processo nº 12857/26, que altera a legislação do Regime Próprio de Previdência Social do Estado (RPPS-GO) para assegurar integralidade e paridade aos servidores da Polícia Técnico-Científica e aos policiais penais que ingressaram até julho de 2017. A proposta recebeu 21 votos favoráveis tanto na primeira quanto na segunda votação.
O projeto de lei nº 12865/26 promove alterações na Lei Orgânica da Polícia Civil, criando subdivisões na classe especial da carreira de delegado de polícia para permitir progressão funcional após o topo dela. A matéria obteve 21 votos a favor em ambas as fases de deliberação.
Com 23 votos favoráveis na primeira votação e 22, na segunda, a propositura com o nº 12869/26 — que atualiza a remuneração paga aos integrantes do Conselho Penitenciário do Estado de Goiás (Copen-GO), elevando o valor do jetom para R$ 588,91 por participação e ampliando as atividades passíveis de remuneração — foi ratificada.
A criação da Diretoria da Polícia Científica na Secretaria de Estado da Segurança Pública, prevista no processo nº 12894/26, vai conferir maior autonomia técnica à instituição. A autorização foi obtida com 22 votos favoráveis na primeira fase e 24, na definitiva.
Já o processo nº 12876/26, que altera carreiras e subsídios de agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Civil, com o objetivo de corrigir distorções remuneratórias, recebeu 21 votos a favor na primeira votação e 23, no último escrutínio.
Na mesma linha de valorização das forças de segurança, foi aprovado o processo nº 12879/26, que reorganiza quadros de oficiais auxiliares e músicos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, criando os quadros de oficiais especialistas. 25 votos favoráveis na primeira votação e 22, na segunda, chancelaram a medida.
Os parlamentares confirmaram, com 24 votos favoráveis tanto no primeiro quanto no segundo turno, o processo nº 12883/26, que reposiciona cinco vagas da carreira de papiloscopista policial da terceira classe para a classe especial, sem ampliação do quadro de cargos.
O projeto de lei nº 12885/26 redefine os subsídios das carreiras de auxiliar de autópsia, auxiliar de laboratório criminal, desenhista criminalístico e fotógrafo criminalístico da Polícia Técnico-Científica. 31 votos favoráveis, na primeira votação, e 21, na segunda, colocaram o texto apto à sanção.
Ainda na pauta da Segurança Pública, o processo nº 12895/26 institui as Funções Comissionadas de Gestão Operacional da Polícia Penal, destinadas exclusivamente a policiais penais efetivos em cargos estratégicos de direção e coordenação. A matéria passa a aguardar a validação do Poder Executivo, com 27 votos favoráveis na primeira votação e 21 a favor na segunda.
Carreiras militares
Na sequência das sessões extraordinárias, avançaram proposições voltadas à valorização do efetivo militar. O processo nº 12874/26, que cria classes para o posto de coronel da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar e estabelece critérios de progressão funcional, logrou êxito definitivo, com 21 votos a favor em primeira votação e 26, no último escrutínio.
Por sua vez, a proposta nº 12877/26, que altera a tabela de subsídios de oficiais e praças das corporações militares, obteve 22 votos favoráveis na primeira fase e 21, no último turno.
Apto à sanção também consta o processo nº 12882/26, que atualiza a política de ajuda de custo dos profissionais da segurança pública, recompõe valores indenizatórios e promove alterações na Lei Orçamentária Anual de 2026. A medida logrou 21 votos na primeira aprovação e 22, na segunda.
Na mesma linha, o processo n° 12886/26 eleva o teto da ajuda de custo paga por hora-aula a instrutores e professores dos cursos da Secretaria de Estado da Segurança Pública, terminando com 23 e 22 votos favoráveis, respectivamente, em cada turno.
Por fim, o processo nº 12896/26, que altera a lei responsável pelo efetivo da Polícia Militar do Estado de Goiás, foi autorizado por 21 votos favoráveis nas duas etapas de votação.
Outras proposituras
O processo nº 12415/26, da Governadoria — que disciplina a distribuição interna do limite global anual de despesas primárias do Estado dentro do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) —, esteve entre as principais matérias apreciadas e já habilitadas à sanção. Ele estabelece critérios para repartição, atualização, monitoramento e controle dos limites individualizados de despesas entre os Poderes e órgãos autônomos, preservando a metodologia de cálculo definida pela legislação federal e fortalecendo a governança fiscal do Estado.
Também passou pelo crivo final do Plenário o processo nº 12890/26, que reestrutura a remuneração dos cargos do Procon Goiás, visando a corrigir defasagens salariais e fortalecer o quadro funcional do órgão.
Na primeira sessão extraordinária, os deputados conferiram o último sinal verde ao processo nº 10691/26, que cria o Colégio Estadual Homero Honorato da Silva e Souza, no Setor Maysa, em Trindade.
Também avançou para a sanção governamental o projeto de lei nº 12864/2, da Governadoria, que autoriza a doação onerosa de um imóvel estadual ao município de Cromínia para implantação de equipamento público destinado ao esporte, lazer e inclusão social. O terreno, avaliado em R$ 184,6 mil, deverá ser utilizado para essa finalidade no prazo máximo de quatro anos, sob pena de reversão automática ao patrimônio estadual.
Assinado pelo deputado Amauri Ribeiro (PL), o projeto de lei nº 7614/25, que declara a aviação agrícola como atividade de relevante interesse social, público e econômico em Goiás, foi chancelado no final das deliberações.
No Expediente da sessão ordinária, foi lido o processo nº 13077/26, do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO), referente à decisão de fiscalização em processo da Secretaria de Estado da Saúde. O texto deverá ser analisado pela Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento.
Debates em Plenário
O deputado Clécio Alves (PSDB) criticou a administração da Prefeitura de Goiânia, apontando problemas que estariam relacionados ao Parque Mutirama, ao Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (Imas), à educação municipal e aos gastos com publicidade institucional. Afirmou, no Pequeno Expediente, que continuará fiscalizando a aplicação dos recursos públicos.
Na sequência, Alessandro Moreira (PRD) saudou os estudantes do curso de direito da Faculdade Unievangélica, de Anápolis – que participam de programa da Escola do Legislativo. Ele destacou investimentos do Governo de Goiás na malha rodoviária do nordeste goiano, especialmente as obras nas rodovias GO-236, GO-110 e GO-108. Ressaltou seus impactos para a mobilidade, o escoamento da produção agropecuária e o desenvolvimento regional.
Durante a discussão de matérias, Clécio Alves manifestou voto contrário ao processo nº 12415/26, defendendo a preservação dos recursos hídricos, criticando eventuais processos de privatização da água e reafirmando sua atuação em pautas ambientais.
Também na Ordem do Dia, Eliel Junior (Solidariedade) defendeu as proposições voltadas às carreiras da segurança pública, apontando a valorização dos servidores da Polícia Civil, Militar e Penal. O parlamentar ainda criticou a política econômica do Governo Federal e afirmou que a perda do poder de compra da população afeta diretamente as famílias brasileiras.
Já a deputada Bia de Lima (PT) cobrou maior diálogo do Governo Estadual com sindicatos e entidades representativas dos servidores públicos, especialmente nas discussões sobre carreiras da segurança pública. Em seguida, voltou à tribuna para defender ações do Governo Federal voltadas à valorização das forças policiais e destacou dados do Ministério do Trabalho e Emprego que apontam crescimento dos vínculos formais de emprego no país.