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Cargos eletivos em disputa

15 de Julho de 2026 às 08:45
Cargos eletivos em disputa

Ao comparecer à seção eleitoral este ano, o eleitor fará seis escolhas. A sequência da votação é a seguinte: deputado federal; deputado estadual; senador, para a primeira e a segunda vagas; governador e, por fim, presidente. 

Menos de três meses separam os brasileiros das urnas eletrônicas, ocasião em que a população escolherá aqueles que ocuparão os principais cargos eletivos do país pelos próximos quatro anos. Para o dia 4 de outubro de 2026, mais de 150 milhões de eleitores estão aptos a participar do primeiro turno das eleições para escolha de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

Ao comparecer à seção eleitoral este ano, o eleitor fará seis escolhas. A sequência da votação é a seguinte: deputado federal; deputado estadual ou distrital, no caso do Distrito Federal; senador, para a primeira e a segunda vagas; governador e, por fim, presidente. 

Caso nenhum candidato a governo dos estados ou à Presidência alcance a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno, os dois mais votados disputarão o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro.

A partir do pleito, serão preenchidas as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados. Quanto às assembleias legislativas, estarão em disputa 1.035 vagas em todo o país. Dentre elas, 41 no Estado de Goiás. Outras 24 vagas são destinadas aos deputados distritais da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Já para o Senado, haverá renovação de dois terços de sua composição, o equivalente a 54 das 81 cadeiras. Em cada estado, serão eleitos os dois candidatos mais votados para mandatos de oito anos. Cada estado da Federação, vale lembrar, é representado igualmente por três senadores.

Competências  

Constitucionalmente, cabe ao presidente da República a responsabilidade por conduzir o Governo Federal e definir as diretrizes de áreas como economia, relações exteriores, segurança pública, saúde e educação. Já os governadores exercem a chefia do Poder Executivo nos estados e no Distrito Federal, sendo responsáveis pela administração e pela execução de políticas públicas em setores como saúde, educação e segurança, entre outras.

No Senado, os parlamentares representam os estados e possuem atribuições como a elaboração de leis, além de competências exclusivas, entre elas processar e julgar o presidente da República e analisar indicações de autoridades feitas pelo Poder Executivo.

Os deputados federais representam a população na Câmara dos Deputados, onde propõem, discutem e votam leis de alcance nacional, fiscalizam a atuação do Governo Federal e deliberam sobre o orçamento da União. Já os estaduais e distritais atuam nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa, respectivamente, elaborando leis de competência estadual e fiscalizando os governos locais.

Restrições

O calendário eleitoral entrou em uma nova fase desde o último dia 4. Passaram a valer restrições para agentes públicos, que ficam impedidos de realizar nomeações, exonerações, contratações e participar de inaugurações de obras até o encerramento do processo eleitoral.

As convenções partidárias, responsáveis pela definição dos candidatos, ocorrerão entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. O prazo final para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral será 15 de agosto. No dia seguinte, terá início a propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão será exibido entre 28 de agosto e 1º de outubro.

Urna eletrônica

A votação será realizada por meio da urna eletrônica, equipamento apontado como um dos principais responsáveis pela modernização das eleições no país. Em 2026, a tecnologia celebra 30 anos em funcionamento. 

A adoção do sistema eletrônico substituiu o modelo anterior de votação em papel, dificultando fraudes que historicamente eram registradas em diferentes etapas do processo de escolha dos candidatos. Desde então, a apuração passou a ser mais rápida e o sistema ganhou mecanismos adicionais de segurança e transparência.

Desde 2000, todas as eleições brasileiras são realizadas exclusivamente com urnas eletrônicas. Dados do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (Idea) indicam ainda que, ao menos 34 países, utilizam ou já utilizaram algum tipo de sistema eletrônico de votação em eleições oficiais.

Até as eleições municipais de 2024, 14 modelos de urnas eletrônicas haviam sido empregados no Brasil. Para saber mais sobre a história, confiabilidade e uso do equipamento, clique aqui e acesse a reportagem completa da Agência Assembleia de Notícias

Agência Assembleia de Notícias - Repórter - Felipe Cardoso
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