15 anos do Real
Deputados estaduais de diferentes cores partidárias reconhecem o papel positivo do Plano Real, cuja adoção completa 15 anos nesta quarta-feira, 1º, no controle da inflação e na estabilização da economia. O deputado Jardel Sebba (PSDB) afirma que, até antes do plano, o Brasil vivia num cáos. “Com uma inflação galopante, era impossível sustentar de tarde o preço de um peixe que você tinha de manhã. Era impossível planejar alguma coisa. O então ministro Fernando Henrique Cardoso criou um plano que trouxe essa estabilidade que permanece até hoje”, discorre.
O deputado Júlio da Retífica (PSDB) frisa que antes do Plano Real quem pagava o preço da inflação eram os trabalhadores. “Vários governantes tentaram acabar com a inflação, mas não conseguiram. O Plano Real conseguiu e permitiu a volta dos investimentos no País. Quanto às privatizações, ele diz que apesar de algumas terem sido polêmicas, trouxeram mais qualidade de vida para a população brasileira.
“Hoje, todo mundo tem um telefone e o automóvel também se tornou mais acessível. O Brasil cresceu de uma maneira sustentável. Tanto é verdade que um dos maiores críticos do plano, que foi o PT, quando assumiu o Governo, encampou todas as diretrizes do Plano Real”, diz.
Necessidade
Júlio da Retifica salienta que o tempo provou que as privatizações eram necessárias, pois muitas empresas estatais que não davam lucro agora são rentáveis. “Só os impostos e os empregos que foram gerados por estas empresas justificam a privatização. Elas estão nas mãos de pessoas mais eficientes, que estão trazendo muitas divisas para o País e para a população de uma maneira geral”, analisa.
O deputado Humberto Aidar concorda que o Plano Real controlou a inflação e trouxe estabilidade à economia, mas critica as privatizações. Mesmo a do sistema de telefonia. Em sua opinião, o acesso aos celulares e a queda nos preços dos serviços ocorreria mesmo sem a privatização. “Mas é claro que o Plano Real não foram só as privatizações. Existem outros aspectos para se comemorar”, enfatiza.
Para o deputado Daniel Goulart, a estabilização da economia trazida pelo Plano Real representou uma verdadeira revolução no País. Foram várias tentativas anteriores para controlar a inflação e fortalecer a moeda, mas só o Plano Real conseguiu”, salienta. Mas algumas privatizações são objeto de críticas do deputado. “Eu não concordo com a privatização da Vale do Rio Doce”, afirma o tucano.
Já a deputada Isaura Lemos (PDT) entende que o Plano Real foi positivo nos aspectos de combate à inflação e estabilização da economia, mas deixou a desejar nas políticas públicas em áreas de Saúde, Educação e acesso ao trabalho. “Qualquer plano econômico só é positivo quando traz melhoria de vida para a população, principalmente a de baixa renda, o que não aconteceu com o Plano Real. Agora com Lula na presidência é que nós vimos a situação do povo melhorar um pouco”, observa.