Professor defende intensa pesquisa do acidente com Césio
Acontece neste instante, no Auditório Costa Lima, com o tema “Césio 137: política permanente sobre as vítimas do acidente". A audiência marca os 22 anos do acidente ocorrido em setembro de 1987, em Goiânia.
O coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa do Acidente com o Césio 137 da Universidade Católica de Goiás (NIPAC-UCG), professor Júlio Nascimento, criticou o acesso limitado aos dados do acidente com o césio 137. “A negação dos dados prejudica as vítimas e a ciência”, ressaltou.
Segundo o professor, é imprescindível que todos os aspectos e consequências do acidente merecem estudos intensos. “Ora, o governo alega que a questão do Césio está inteiramente resolvida. Mas será que conhecemos tudo sobre o acidente?”, questionou.
Sobre as vítimas do acidente, Júlio Nascimento afirmou que o Estado nega o nexo entre a radiação do Césio e a doença, mas que muitas vezes o quadro da doença não corresponde ao desenvolvimento normal da sociedade. “E não são buscadas as causas deste desenvolvimento anormal. Direitos das vítimas têm sido negados. Precisamos buscar a ética do Estado de Goiás", enfatizou.