Vanuza Valadares lembra Dia da Defesa da Fauna
Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa, a deputada Vanuza Valadares (PSC) disse que pretende utilizar a tribuna da Casa para lembrar o Dia da Defesa da Fauna, que é comemorado neste 22 de setembro. A parlamentar social-cristã, que tem recebido incentivos dos colegas ao trabalho que vem desempenhando em defesa do meio ambiente, disse que está muito preocupada com a fauna brasileira.
“O Brasil possui uma das maiores biodiversidades em fauna e flora do planeta. Nos últimos anos, devido aos grandes impactos ambientais e a desenfreada ocupação humana, vem ocorrendo uma grande degradação de habitats naturais e o desaparecimento de espécies e formas genéticas. A fauna é bastante atingida e, com isso, a cada dia que passa o número de espécies ameaçadas aumenta”, ressalta a deputada, que vem desempenhando ações para combater fenômenos dessa natureza.
Citando dados do site www.ambientebrasil.com, Vanuza Valadares lembra que a fauna apresenta números relevantes em relação à biodiversidade no mundo. Entre os vertebrados, o Brasil abriga cerca de 517 espécies de anfíbios, 468 de répteis, 524 de mamíferos, 1.622 de aves, cerca de 3 mil peixes de água doce e uma fantástica diversidade de artrópodos: só de insetos são cerca de 15 milhões de espécies. “A preservação de espécies da natureza é uma grande batalha. A baleia jubarte, o peixe-boi, a tartaruga-verde, papagaio-de-cara-roxa, mico-leão-da-cara-preta entre muitos outros animais possuem programas que estudam sua biologia e conservação”, salienta a parlamentar.
Vanuza Valadares lembra que já está provado que o homem é a maior ameaça da floresta: "Caça e pesca predatórias, construção de hidrelétricas, instalação de indústrias, garimpo e projetos agropecuários são algumas das atividades que fazem parte de uma longa lista de fatores que provocam prejuízos incalculáveis e irreparáveis para a manutenção da biodiversidade”.
Frisa, também, que “o tráfico de animais silvestres é um das maiores atividades predatórias. Das florestas brasileiras são retirados em média 12 milhões de animais a cada ano. Dentro desta estatística, para cada animal vendido nove morrem”.
A parlamentar faz considerações sobre os malefícios do tráfico de animais: “Só perde para o tráfico de drogas e de armas na escala dos mais rentáveis. Este tráfico tem sobrevivido da miséria humana, explorando pessoas simples que fazem da venda de animais um meio trágico de se obter dinheiro, causando, assim, enormes e irreparáveis danos na natureza”.
Vanuza Valadares faz questão de enaltecer o trabalho das Unidades de Conservação, criadas para uma maior conservação de fauna, flora, ecossistemas e demais recursos naturais. “Elas abrangem várias áreas de todo o território brasileiro”, conclui.