As críticas ao Tempo Novo são infundadas
* Nilo Resende é deputado estadual pelo DEM
Nos últimos tempos, as críticas infundadas ao senador Marconi Perillo e ao Tempo Novo, feitas por alguns deputados (felizmente, em número pequeno) no plenário da Assembleia Legislativa revelam, no mínimo, uma postura equivocada de parlamentares de oposição e até da base aliada. Mas o pior é que muitas dessas críticas são eivadas de ingratidão. Não posso, de forma alguma, concordar com essa situação. Na última quarta-feira, 28, por exemplo, ouvimos críticas ferrenhas contra o Tempo Novo, advindas do deputado Paulo Cézar Martins, hoje no PMDB, mas oriundo do PSDB. Não posso me calar e tenho a responsabilidade de lembrar aos críticos, que o Tempo Novo não foi ruim, mesmo porque foi cobiçado por inúmeros vereadores de Goiânia, inclusive do próprio PMDB que se filiaram ao PSDB. E qual foi o motivo, então, para a empolgação que eles tiveram ao migrarem para o partido tucano, naquela época? Era porque, sem dúvida alguma, o Tempo Novo era bom, sim, como o é ainda hoje.
Aliás, preciso deixar claro, como já o disse da tribuna na Assembleia, que o Tempo Novo foi bom não só para Goiás, mas também fez uma revolução plantando a semente do que está sendo realizado hoje no País. Em nosso Estado, devo relembrar que o governo de Marconi trouxe crescimento e desenvolvimento para nossos municípios, inclusive para Quirinópolis, cidade que o deputado Paulo Cézar Martins representa com muita dignidade no Legislativo Estadual. Penso até que o nobre parlamentar deveria pensar duas, três vezes, antes de falar sobre o PSDB e do Tempo Novo. É de se perguntar, sim, porque à época em que foi para o PSDB, o hoje deputado tinha outra opinião sobre o partido. Porque nós dois sabemos, o deputado Paulo Cézar e eu, que em Quirinópolis o governador Marconi Perillo construiu mais de mil casas, o anel viário, o aeroporto, 300 mil metros quadrados de asfalto, o Instituto Médico Legal, o Hemocentro, reformou hospital municipal e instalou arede de tratamento de esgoto. Hoje, Quirinópolis conta com 100% do esgoto tratado, graças ao Tempo Novo. Ora, por que então criticar sem embasamento?
Quero deixar claro que o Tempo Novo não é conduzido apenas pelo senador Marconi Perillo. É composto também por um partido, o PSDB, que tem um programa consistente e que conseguiu trazer para sua base o Partido Progressista, o PP, de Alcides Rodrigues, por sete anos e três meses. Os dois partidos caminharam juntos, com inúmeros outros, inclusive o DEM, do qual faço parte, e unidos venceram três eleições para o governo de Goiás. Alias, o PP sozinho jamais teria conseguido vencer a eleição em 2006.
E o que vemos, hoje? A imprensa de Goiás repassa repetidamente as informações de que o Tempo Novo é o responsável pelo endividamento do Estado. Como isso seria possível sem o conhecimento do nosso governador Alcides Rodrigues? Cito como exemplo a história de políticos que venceram as eleições para prefeito em vários municípios, sem terem acesso aos números, aos balanços das Prefeituras. E quanto tempo eles levaram para levantar a situação? Talvez um ou dois meses, pelo que me consta.
Mas não é essa a situação do atual governador de Goiás. Ele foi por nove meses governador do Estado, tendo assumido antes das eleições que o levaram novamente ao governo estadual, eleito pelo conjunto da base aliada. Ora, se o doutor Alcides é um homem culto, inteligente, lia jornais e participou do governo como vice durante mais de sete anos e ainda comoi secretário de Estado, como ele poderia não saber das supostas dificuldades do Estado e da Celg?
Não venha ninguem aqui dizer que Alcides não sabia, por favor! Além do mais, será que os que assim afirmam acham que o povo goiano é bobo? Ninguem é bobo, não! O doutor Alcides sabia muito bem que o governo do Estado teve que investir muito politicamente, sim, para eleger o governador em 2006. Mas, se ele não atentou para este fato, são outros quinhentos. O doutor Alcides recebeu o governo dele mesmo e como governador de Goiás tem feito um trabalho brilhante. Mas como aceitar agora as críticas sobre o seu próprio passado como vice e como governador? É surpreendente que após quase quatro anos sua equipe e o próprio governador saiam pelo Estado e pela imprensa dizendo que o Tempo Novo é o grande responsável pelo endividamento. Isso é algo que ninguem, por mais primário que seja, pode aceitar, pode engolir. O doutor Alcides sabia muito bem do endividamento do Estado, sabia de sua responsabilidade, sabia que o governador teve que investir mais, inclusive no próprio governo de Alcides, também criando com isso condições para o sucesso no pleito eleitoral de 2006.
Para quem tem memória curta, vamos lembrar que há deputados, que hoje defendem Alcides, que em passado bem próximo o criticavam, usando até expressões chulas para o chamar de pessoa indolente, lenta, cuja velocidade era equivalente a de uma tartaruga. Agora, depois que ele assumiu o poder, deixou de ter defeitos? E posso falar de cátedra sobre isso, porque fui um dos parlamentares que, mesmo correndo o risco de cassação de meu mandato porque existia a verticalização, deixei a candidatura dos Democratas, meu partido, que saiu com Demóstenes Torres, para empunhar a bandeira da campanha eleitoral pró-Alcides.
Portanto, eu, sim, tenho discurso. Eu, sim, tenho história. Não mudo de partido por ocasião ou por interesse pessoal. Por isso, tenho todo o direito e o dever de defender esse mesmo Tempo Novo que elevou Alcides à condição de governador. E não posso me calar diante de tamanha injustiça e ingratidão, mesmo porque sinto que milhares e milhares de goianos gostariam de expressar também estes mesmos sentimentos.Além do mais, para falar mal do Tempo Novo, qualquer governante tem que fazer ou ter feito melhor do que Marconi fez. Caso contrário, que fique calado. Aos peemedebistas, relembro os escândalos da venda da Cachoeira Dourada e da Caixego. Isso é só a ponta do “iceberg”. Porque por debaixo do tapete há muita sujeira ainda para ser retirada e esclarecida.
Discursos evasivos e sem substância não podemos mais aceitar. E os pingos nos “is” precisam ser colocados, sob pena de me transformar num político injusto, ingrato e desinformado. E não quero isso para minha história!