Luta antidrogas e flagrante discriminação a Goiás
* Daniel Messac é deputado estadual (PSDB), filósofo e teólogo (dmessac@hotmail.com)
Embora em menor proporção, o problema existe também em Goiás, e deve despertar grande preocupação. Levantamentos revelam um crescimento aritmético e gradual no número de usuários – maiores incentivadores e cúmplices do tráfico – no Estado.
Assusta especialmente o crescimento acelerado do crack – droga que escraviza em segundos e mata mais rápido que qualquer outra –, já transformado numa epidemia e problema grave de saúde pública em Goiás.
Como o dependente químico, sobretudo desse tipo de entorpecente, não mede consequências para garantir o sustento do vício, explodem as estatísticas de homicídios, embasados no código macabro que estabelece o “ajustamento” de dívida e controle de boca de fumo mediante encomenda de morte. É o caso, por exemplo, da chacina do último fim de semana, quando cinco pessoas que usavam maconha e crack foram executadas no Parque das Nações, em Aparecida.
Temos ainda a questão da posição geográfica centralizada do nosso território, que favorece o mapeamento das rotas do tráfico. Recentes apreensões de aviões – em Cristalina, transportando 124 kg de cocaína, e quase meia tonelada em Caiapônia – evidenciam que o tráfico elegeu Goiás como principal ponto logístico para desembarque de entorpecentes.
Finalmente transferido para um presídio de segurança máxima (Catanduvas-PR), o goiano Leonardo Dias Mendonça, considerado o maior traficante de cocaína do mundo, até há poucos dias comandava da penitenciária de Aparecida, via celular, transações que superam quatro toneladas de cocaína/ano.
Tudo isso representa uma grave ameaça à segurança pública em Goiás. Mas, inexplicavelmente, o nosso Estado foi excluído de um programa do Ministério da Saúde que prevê investimentos de R$98,3 milhões anuais para ampliação da rede de assistência médica a usuários. Dezoito Estados foram contemplados. Mais uma vez, ficamos fora da lista.
Será que o nosso Estado não necessita de investimentos nessa área? O ministro Temporão conhece a realidade das drogas em Goiás? Esse fato profundamente lamentável precisa ser revisto com urgência. Goiás carece de muitos investimentos no combate ao tráfico e na prevenção, tratamento e reinserção social de dependentes químicos.
Precisamos desses recursos do governo federal, que deveriam ser transferidos a entidades sérias, como Movimento Jovens Livres, Ágape, Associação Metamorfose e muitas outras que, mesmo sem nenhum centavo de ajuda oficial, respondem pela reabilitação de milhares de jovens e adultos dependentes químicos. Realizam, voluntariamente, um serviço social magnífico, que tira do precipício e proporciona vida nova a milhares de brasileiros.
Ficaria, aliás, muito mais barato para o bolso do contribuinte, o auxílio financeiro do governo à manutenção das unidades em funcionamento, mantidas por essas instituições. Se o ministro da Saúde tem outras prioridades ou ignora o problema das drogas em Goiás, deveria, ao menos, fazer uma visita para descobrir que temos aqui entidades que sabem muito bem como prevenir as drogas e recuperar de verdade o dependente.
Embora em menor proporção, o problema existe também em Goiás, e deve despertar grande preocupação. Levantamentos revelam um crescimento aritmético e gradual no número de usuários – maiores incentivadores e cúmplices do tráfico – no Estado.
Assusta especialmente o crescimento acelerado do crack – droga que escraviza em segundos e mata mais rápido que qualquer outra –, já transformado numa epidemia e problema grave de saúde pública em Goiás.
Como o dependente químico, sobretudo desse tipo de entorpecente, não mede consequências para garantir o sustento do vício, explodem as estatísticas de homicídios, embasados no código macabro que estabelece o “ajustamento” de dívida e controle de boca de fumo mediante encomenda de morte. É o caso, por exemplo, da chacina do último fim de semana, quando cinco pessoas que usavam maconha e crack foram executadas no Parque das Nações, em Aparecida.
Temos ainda a questão da posição geográfica centralizada do nosso território, que favorece o mapeamento das rotas do tráfico. Recentes apreensões de aviões – em Cristalina, transportando 124 kg de cocaína, e quase meia tonelada em Caiapônia – evidenciam que o tráfico elegeu Goiás como principal ponto logístico para desembarque de entorpecentes.
Finalmente transferido para um presídio de segurança máxima (Catanduvas-PR), o goiano Leonardo Dias Mendonça, considerado o maior traficante de cocaína do mundo, até há poucos dias comandava da penitenciária de Aparecida, via celular, transações que superam quatro toneladas de cocaína/ano.
Tudo isso representa uma grave ameaça à segurança pública em Goiás. Mas, inexplicavelmente, o nosso Estado foi excluído de um programa do Ministério da Saúde que prevê investimentos de R$98,3 milhões anuais para ampliação da rede de assistência médica a usuários. Dezoito Estados foram contemplados. Mais uma vez, ficamos fora da lista.
Será que o nosso Estado não necessita de investimentos nessa área? O ministro Temporão conhece a realidade das drogas em Goiás? Esse fato profundamente lamentável precisa ser revisto com urgência. Goiás carece de muitos investimentos no combate ao tráfico e na prevenção, tratamento e reinserção social de dependentes químicos.
Precisamos desses recursos do governo federal, que deveriam ser transferidos a entidades sérias, como Movimento Jovens Livres, Ágape, Associação Metamorfose e muitas outras que, mesmo sem nenhum centavo de ajuda oficial, respondem pela reabilitação de milhares de jovens e adultos dependentes químicos. Realizam, voluntariamente, um serviço social magnífico, que tira do precipício e proporciona vida nova a milhares de brasileiros.
Ficaria, aliás, muito mais barato para o bolso do contribuinte, o auxílio financeiro do governo à manutenção das unidades em funcionamento, mantidas por essas instituições. Se o ministro da Saúde tem outras prioridades ou ignora o problema das drogas em Goiás, deveria, ao menos, fazer uma visita para descobrir que temos aqui entidades que sabem muito bem como prevenir as drogas e recuperar de verdade o dependente.
A realidade goiana, no que diz respeito às drogas ilícitas, não pode ser comparada à situação fora de controle predominante no eixo Rio-São Paulo. Lá, facções de narcotraficantes mantém pequenos exércitos em guerra constante com a polícia e quadrilhas rivais pelo domínio de pontos de venda nos morros.