Presidente de cooperativa critica defasagem dos honorários de fisioterapeutas
Em pronunciamento durante a 1ª Audiência Pública sobre o Rol de Procedimentos de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, o presidente da Cooperativa dos Fisioterapeutas de Anápolis, Marcel de Moraes Carvalho, criticou a defasagem e a falta de regulamentação dos honorários da classe.
"Reunir toda uma categoria profissional em um mesmo esforço não é fácil. Chegamos até a tentar estabelecer uma tabela de honorários destinada a consultórios particulares de fisioterapia de Anápolis, mas a iniciativa não foi bem sucedida", lamentou.
Marcel enfatizou que a cooperativa que preside tem como propósito a luta pela melhoria e definição dos honorários dos fisioterapeutas junto a prestadoras de serviços de saúde.
"Como os fisioterapeutas não possuíam um procedimento definido nos anos 90, as prestadoras de serviços começaram a aplicar à classe os mesmos códigos médicos da Associação Médica Brasileira (AMB). Hoje, o fisioterapeuta utiliza os mesmos códigos de rol de procedimentos, mas com valores de 1994. Ou seja, recebe 1.150% a menos do que recebia um profissional da fisioterapia naquele ano", alertou.
Apesar dos problemas elencados, o presidente da associação disse que acredita no cooperativismo, e que iniciativas como a audiência reforçam a importância da profissão para a sociedade. "Atualmente, um grande número de pessoas necessita dos serviços desses profissionais. O fisioterapeuta merece ser devidamente reconhecido", finalizou.
O evento teve início às 9 horas desta terça-feira, 17, e prossegue no auditório Solon Amaral.