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Deputados repudiam o presidente iraniano no Brasil

17 de Novembro de 2009 às 19:28

Deputados ouvidos pela Agência de Notícias da Assembleia apoiam a manifestação de um grupo de pessoas que esteve na galeria do auditório Getulino Artiaga, durante a sessão plenária desta terça-feira, 17, para repudiar a vinda ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, no próximo dia 23. Os parlamentares apoiam as relações comerciais com a nação muçulmana, mas criticam a postura política de Ahmadinejad.

Por princípios democráticos, o deputado José Nelto (PMDB) declara que não é contra a visita do presidente iraniano, pois entende que os acordos comerciais de que ele vem tratar são de Estado para Estado. Mas sugere que é preciso deixar bem claro à população brasileira de quem se trata. “É um ditador, um corrupto e sanguinário, que já matou jovens e mulheres”, resume.

O deputado Mauro Rubem (PT) diz que o Irã é uma nação de peso no cenário internacional e tem muito a oferecer ao Brasil em termos comerciais, mas deixa claro que não concorda com as posições políticas de Ahmadinejad, a quem chama de ditador.
”Somos um País democrático e por isso convivemos com posições diferentes, por isso não sou contra sua visita”, esclarece.

Já o deputado Fábio Sousa (PSDB) vai além das críticas a Ahmadinejad, quem ele considera um “nazista” e repudia também sua visita ao Brasil. “É inexplicável que Lula receba esse presidente, que é um novo Hitler. Até porque esses acordos não trazem nenhum resultado econômico para o Brasil. Pelo contrário, prejudica a imagem do País no exterior”, critica.

Em entrevista à Agência Brasil, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Alireza Salari, informa que seu país esperava elevar dos atuais US$ 2 bilhões para US$ 15 bilhões o fluxo de comércio com o Brasil, com novos acordos nas áreas de petroquímica, adubos, medicina e energia nuclear.

Atualmente, o Brasil é o oitavo fornecedor do Irã em produtos e bens como alimentos, automóveis e minério. As importações brasileiras, em número bem menor, concentram-se em produtos como sal, enxofre, frutas secas, tapetes, peles e combustíveis.

 

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