"Faltam transparência e punição para banir a corrupção no Brasil", diz Fábio Sousa
O Brasil é apontado em 75º lugar entre os mais corruptos, entre 180 países. A nota mais alta foi da Nova Zelândia e a mais baixa, da Somália. Nas Américas, o Canadá foi o mais bem colocado seguido pelos Estados Unidos. Os índices foram levantados em pesquisa da ONG Transparência Internacional, que identificou o índice de corrupção em 180 países.
A ONG Transparência Internacional explica que o índice não é uma medição real da corrupção em cada país, mas da forma como os governos são vistos por analistas e homens de negócios. A ONG chamou a atenção para os efeitos da crise financeira internacional, dos pacotes bilionários de ajuda dos governos para reativar as economias e dos conflitos armados sobre as práticas ilegais com recursos públicos.
Ao comentar a posição do Brasil neste ranking, o deputado estadual Fábio Sousa (PSDB), presidente da Comissão de Constituição, Justica e Redação (CCJ) da Assembleia, destacou que o que vai consertar a corrupção no Brasil é a total transparência e punição de quem for pego. Segundo ele, deve haver maior transparência quanto aos gastos públicos além de punir severamente o responsável.
“Tem que ser preso e condenado desde aquele cidadão que dá propina ao policial para não ser multado, até aquele que faz desvio de propina nas construções de obras públicas”, explica. Fábio acredita que a fiscalização no Brasil tem sido grande, com os os órgãos competentes cumprindo seu papel, mas que falta punição.
“Por exemplo, quanto ao mensalão, as provas são contundentes, o Ministério Público e a Polícia Federal levantaram todas as provas, mas falta punição. Isso quer dizer que os responsáveis pelo mensalão continuam representando o povo no Poder Público sem serem punidos”, conclui.