CPI da Celg
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o endividamento da Celg nos últimos 25 anos vai receber na manhã desta sexta-feira, 20, a partir das 8h30 da manhã, em reunião fechada ao público, um relatório preliminar elaborado por técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O documento reúne as ações da Companhia entre 1984 e 1989.
O relator da CPI da Celg, Humberto Aidar (PT), disse que os relatórios produzidos pelos servidores TCE estão em fase adiantada. De acordo com o petista, os documentos estão sendo produzidos dentro do período de cada gestão frente ao Governo estadual.
"O documento, que será entregue na sexta-feira, é um relatório pronto sobre as causas do endividamento da Celg entre 1984 e 1989. Os demais anos, divididos por gestões políticas, estão em estado adiantado de elaboração. Vai cair do cavalo quem pensa que a CPI vai dar em pizza", afirmou Humberto Aidar.
O relator enfatizou que há uma intensa produção de relatório por parte dos técnicos do TCE e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Inpe), que deverá entregar um estudo amplo e completo dentro dos póximos 25 dias. Também disse o petista que, após a divulgação dos documentos, os parlamentares poderão voltar a ouvir testemunhas e convocar diretores e ex-dirigentes da Celg.
"Os relatórios estão em fase adiantada. Há um entendimento entre os deputados da CPI da Celg que as atividades continuaram a todo vapor durante o recesso parlamentar. O relatório final deverá ser entregue antes de 15 de fevereiro de 2010", afirmou o deputado.
Manifestação
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Urbanas do Estado de Goiás (STIUEG) realizaram uma manifestação na porta da Assembleia Legislativa na última quarta-feira, 18. Os sindicalistas distribuíram pizzas para os presentes, e distribuíram faixas em que questionavam o déficit da Celg e onde foram parar os recursos utilizados ao longo dos últimos 25 anos.
O relator da CPI da Celg, Humberto Aidar, afirmou que a presença dos sindicalistas pode, inclusive, significar que a Assembleia Legislativa acertou ao instalar a comissão. De acordo com o petista, a presença da sociedade na discussão reforça o acerto em investigar as causas do endividamento da Companhia nos últimos 25 anos.
"Não houve recuo na apuração dos elementos que poderão apresentar as causas do endividamento da Celg. Há um intenso trabalho técnico na elaboração de estudos e no cruzamento de dados que vão auxiliar na elaboração do relatório final da Comissão", afirmou Humberto Aidar.