Deputados sugerem que divulgação preliminar pode prejudicar apuração
O deputado José Nelto (PMDB) solicitou ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento da Celg, Helio de Sousa (DEM), que os relatórios preliminares não fossem divulgados. O peemedebista afirmou que o adequado seria a entrega do relatório final, que daria maior abrangência aos trabalhos.
"Há diversos contratos que devem ser melhor apurados e que, inclusive, ensejam a convocação de ex-diretores. O pré-relatório não deveria ganhar publicidade. Poderia, inclusive, prejudicar as investigações", afirmou José Nelto.
O relator Humberto Aidar (PT) afirmou que a divulgação picada do teor dos relatórios preliminares por épocas pode prejudicar o andamento da investigação. De acordo com o petista, deve ser tornado público somente o relatório final. "É uma maneira de assegurar o andamento das investigações de maneira técnica. O balanço final poderá oferecer inclusive uma visão ampla sobre as causas do endividamento da Celg", afirmou.
Helio de Sousa disse que os relatórios por período são preliminares e serviram para fornecer aos deputados-membros da CPI da Celg subsídios para realizar convocações, quebras de sigilo ou demais investigações. "A maneira de trabalhar continua a mesma. Caberá aos parlamentares, dentro do que for matéria preliminar, realizar questionamentos pertinentes", afirmou.