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Suinocultura: produtividade, consumo e emprego

23 de Novembro de 2009 às 10:44
Artigo do deputado Daniel Messac (PSDB) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 21.11.2009
 * Daniel Messac é deputado estadual (PSDB), filósofo e teólogo. (dmessac@hotmail.com)


A suinocultura experimenta um vigoroso processo de evolução em nosso país. Ele alcança genética, nutrição, instalações, sanidade, manejo e a própria gestão da atividade. Isto se deve aos intensos esforços de criadores, apoiados por suas associações, agroindústrias, distribuidores e demais parceiros na cadeia produtiva suína.  A Associação Goiana de Suinocultores, por exemplo, tem investido bastante na suinocultura tecnificada, disseminando as novas técnicas de produção com maior produtividade, através de eventos como a Rodada Goiana de Tecnologia em Manejo de Suínos, que se transformou em referência nacional para todo o setor.

Por conseguinte, isso leva a um aumento da expressividade do suíno na construção do desenvolvimento econômico e social, como fonte sustentável de emprego e renda para mais de 2,5 milhões de brasileiros. Uma atividade de cunho altamente social, que contribui para a alimentação da população, a fixação do trabalhador no meio rural e o desenvolvimento das regiões produtoras de cereais. O Brasil ostenta a posição de terceiro maior rebanho suíno do mundo, com 35,2 milhões de cabeças, segundo dados de 2006, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Não obstante, a atividade suinícola tem um potencial muito grande e fértil para crescer e se expandir, principalmente a partir da alavancagem do consumo interno da carne in natura.

A carne suína é deliciosa, saborosa, saudável e totalmente segura, quando preparada adequadamente. Segundo a Food and Agriculture Organization (FAO), ela é a carne mais apreciada no mundo, com 39% do consumo. Mas enfrenta ainda a barreira do preconceito, que se baseia em informações inverídicas. Cada brasileiro consome apenas cerca de 13 kg de carne suína por ano - número três vezes menor que o de países da Europa e do Oriente – sendo quase 80% só com produtos processados e embutidos, como salsicha, linguiça e mortadela. Na Áustria o consumo é de 76 kg per capta/ano.

Por que os brasileiros não consomem mais a carne suína? Muitos consideram erroneamente a carne suína gordurosa. Mas isso é coisa do passado. A realidade hoje é completamente diferente. Graças ao emprego de modernas técnicas de criação, manejo e abate, ela tem baixíssimo teor de gordura. Pesquisas da United States Department of Agriculture (USDA), apontam que a carne suína possui menor teor de colesterol, sódio e potássio que a carne bovina e a de frango. Uma extraordinária iniciativa para derrotar o preconceito e ampliar o consumo interno é o Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura, lançado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Associação Brasileira de Criadores de Suínos e Sebrae. A meta inicial é aumentar o consumo per capta em dois quilos nos próximos três anos.

Goiás é um dos primeiros Estados a serem contemplados por esse projeto de incentivo à criação e à produção doméstica, que vai gerar, nos próximos três anos, 60 mil novos empregos diretos e indiretos na cadeia produtiva, além de capacitar 14 mil profissionais em processamentos de cortes e novas tecnologias. É um projeto bem estruturado, que deve merecer todo apoio do governo e da sociedade para que possamos trazer o mais breve possível para a realidade brasileira o que se tem no exterior em termos de consumo da carne suína.

 



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