Ícone alego digital Ícone alego digital

Proteção à mulher

25 de Novembro de 2009 às 15:30
Audiência pública na Assembleia discute adoção de políticas públicas de combate à violência contra mulheres.

A Assembleia Legislativa promoveu audiência pública pelo Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, no auditório Solon Amaral, na manhã desta quarta-feira, 25, por iniciativa da deputada Isaura Lemos (PDT). A data é celebrada no dia 25 de novembro, dia que, em 1981, foram assassinada as três irmãs Mirabal pela ditadura de Leônidas Trujillo, na República Dominicana.

Isaura Lemos destacou a importância de discutir a questão da violência contra a mulher. “Este é um problema que atinge todas as classes sociais e que, geralmente, não chega ao conhecimento público. Por isso, é necessário que possamos criar uma rede de proteção para a mulher que incentive a denúncia”, explicou.

Para a deputada, a Lei Maria da Penha e a criação de delegacias especializadas para atender as mulheres são passos importantes para a proteção da mulher, mas muito mais pode ser feito. "Esperamos que todos os participantes sejam multiplicadores na luta pelo direito das mulheres. Devemos estudar, ler e compreender estes direitos e criar uma memória do movimento das mulheres", concluiu.

Representante da Delegacia de Apuração de Atos Infracionais, Maura Kanyo lembrou que a violência no seio das famílias ocasiona a formação de menores infratores. A presidente do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), Maria das Dores Dolly Soares, acrescentou que as reuniões em defesa pelos direitos da mulher fizeram muitos progressos, mas disse que o centro ainda enfrenta grandes problemas, como a falta de recursos.

Já Raquel Mendes,
da Assessoria da Mulher da Prefeitura de Goiânia, lembrou a importância da capacitação das mulheres que não possuem fonte de renda para quebrar o ciclo da violência.

A secretária estadual de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial, Denise Carvalho falou sobre a implantação da rede estadual de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher a ser implantado inicialmente em 40 municípios do Estado e, posteriormente, estendido às demais cidades. “A Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial (Semira) já dispõe de recursos aprovados para a realização de projetos que viabilizarão a implantação da rede”, contou.

Centro de Referência
Segundo Denise Carvalho, serão criados mais cinco Centros de Referência da Mulher no Estado, mais oito delegacias especializadas e dez núcleos de atendimento às mulheres em delegacias comuns. A secretária enfatizou que haverá a integração dos sistemas de informação das estruturas a serem implantadas e as já existentes. “Desta forma, criaremos um banco de dados com informações seguras que possam subsidiar a implantação de políticas públicas para o enfrentamento da violência”, destacou.

Compuseram a mesa diretiva da audiência Isaura Lemos, Denise Carvalho, Maria das Dores Dolly Soares, Maura Kanyo e a assessora da Mulher da Prefeitura de Goiânia, Raquel Mendes.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.