Novo compromisso
A disputa política de 2010 já começou. As candidaturas ainda não são oficiais, mas o debate político já anda bastante intenso. O que preocupa não é a antecipação de todo este processo, e sim o que tem pautado a discussão.
Tudo tem girado em torno do desejo de ocupar cargos públicos e derrubar adversários, de modo que tem sobrado pouco tempo para o debate de pontos essenciais, e das grandes questões do Estado.
Em resumo, o vale-tudo tem levado vantagem sobre as ideias. E no meio desta troca de acusações, surge a pergunta: e o futuro? Será que no cenário político goiano há alguém preocupado em planejar e realizar os próximos passos que o Estado tem de dar?
Chegou o momento de os políticos pararem de falar exclusivamente do processo eleitoral em si e voltarem suas atenções para as demandas de Goiás. Precisamos mudar o rumo da discussão. É urgente a criação de uma agenda propositiva. É necessário olhar pra frente, sintonizando com a sociedade, focando na busca de soluções para o Estado.
O maior desafio de 2010 é a construção de um novo compromisso pautado em temas fundamentais. A começar pela educação. Qualquer que seja o agente político que venha a liderar o nosso Estado nos próximos anos, este não poderá fugir da obrigação de promover uma grande reforma educacional. Não existe nada mais valioso na economia do século 21 do que o conhecimento. Precisamos transformar nosso sistema educacional para que ele trabalhe com foco total no aluno e, simultaneamente, valorize os professores. A qualidade do ensino não tem como superar a qualidade dos professores.
Também se faz urgente voltar os olhos para o setor de infraestrutura do nosso estado. A crise da Celg tem de ser superada; precisamos de energia para continuar atraindo e gerando novos empreendimentos em Goiás. Devemos explorar melhor nosso potencial logístico – além de uma localização privilegiada, o Estado vai contar em pouco tempo com a Ferrovia Norte-Sul. Precisamos construir novas vias que possam maximizar nossa logística e dar maior acesso a esta importante ferrovia.
Toda esta preocupação com o desenvolvimento deve ser relacionada com sustentabilidade. O desenvolvimento sustentável deve abranger todos os setores em que o Estado atua, como economia, educação, ciência e tecnologia, agricultura, transporte – a política ambiental deve estar presente de forma transversal nestas e em outras áreas.
A gestão pública merece destaque neste novo compromisso. Temos de levar método e novas tecnologias que promovam mais eficiência em todas as esferas do setor público. Entregar resultados à sociedade deve fazer parte de toda estrutura governamental.