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Daniel Goulart quer contribuir com CPI do Endividamento

12 de Abril de 2010 às 09:47

Suplente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o endividamento do Estado de Goiás nos últimos 19 anos, o deputado Daniel Goulart (PSDB) disse que tem uma documentação em mãos que pretende entregar na CPI com vistas a contribuir com as investigações. “Tenho uma série de documentos importantes, que eu quero, no momento oportuno, repassá-los, fornecê-los a esta comissão parlamentar.”

Goulart garante que sempre defendeu, na Assembleia Legislativa, o instituto da CPI. “Trata-se de um instrumento que aumenta o poder do próprio Poder Legislativo. E tive o prazer, a felicidade, de participar da CPI que investigou o desequilíbrio econômico-financeiro da nossa Celg, de forma que esta CPI da Dívida, tenho certeza, vai mostrar a verdade do endividamento do Estado de Goiás nesses últimos 19 anos”, salientou.

O deputado adiantou à Agência de Notícias da Assembleia que tem o "Diário Oficial", com as assinaturas do Secretário da Fazenda, Chefe do Gabinete do Controle Interno e do Governador do Estado, mostrando que não houve déficit em 2007, da ordem de R$ 100 milhões, conforme foi colocado por membros do atual governo.

“Tenho o 'Diário Oficial' que prova que houve um superávit em torno de R$ 169 milhões em 2007, mesmo com a folha de dezembro de 2006 sendo paga, quase toda ela, com a receita de janeiro de 2007, isso impacta o ano de 2007. Mesmo com muitos empenhos cancelados no final de 2006 e transportados para o exercício seguinte de 2007, houve um superávit de R$ 169 milhões”, frisou o parlamentar.

Daniel Goulart adiantou ainda que vai entregar à CPI documentos e estudos que fez durante os dois anos em que presidiu a Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa. “Temos de acabar de uma vez por todas com essa retórica, frequentes nos dias de hoje, de político que assume uma prefeitura ou mesmo o governo do Estado em substituição a um companheiro, e tenta criar um clima de terra arrasada, para tirar proveito político-eleitoral no futuro.”

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