Suzie Hayashida: dívida fundada se baseia em compromissos com mais um ano
A auditora do Tribunal de Contas do Estado Suzie Hayashida disse que a dívida pública fundada se baseia em compromissos de exigibilidade superior a 12 meses, contraídos para atender o desequilíbrio orçamentário ou o financiamento de obras e serviços públicos. A apresentação do TCE para os deputados-membros da CPI do Endividamento aborda aspectos conceituais sobre os termos que serão utilizados ao longo dos trabalhos.
"A dívida pública fundada se divide em interna e externa. No primeiro caso, trata de compromissos assumidos pela entidade pública dentro do País, em moeda nacional; na outra situação, se trata de dívida captada junto ao mercado internacional, em moeda estrangeira", informou a auditora.
Suzie Hayashida disse que a origem dos recursos da dívida pública tem basicamente três fontes: bancos, investidores e organismos financeiros internacionais. De acordo com ela, a aplicação dos recursos captados, em sua grande parte, vai para obras públicas e na própria rolagem da dívida - ou seja, dinheiro obtido por empréstimo para pagar títulos em vencimento e juros.
"Um montante também significativo é destinado ao pagamento de dívidas assumidas por parte do Estado para cobrir débitos de empresas públicas e entidades da administração direta, autarquias e fundações, como FGTS, INSS e PASEP", indicou a auditora.