Delegado responsável pelo caso de Luziânia participa da reunião da CPI da Pedofilia
Á frente das investigações sobre o pedófilo de Luziânia, o titular da Delegacia Regional de Goiânia, Juracy José Pereira, prestou informações de como está sendo tratado o caso do pedreiro Adimar de Jesus Silva, assassino confesso de seis jovens. O delegado participa da reunião da CPI da Pedofilia na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira, 14.
“No seu interrogatório, o Adimar disse que sentiu mais prazer quando matou as vítimas”, contou o delegado. Questionado sobre o perfil do pedreiro, o delegado destacou que o pedófilo é muito controverso e procura sempre desqualificar suas vítimas.
O delegado esclareceu que o pedófilo assassinou os seis jovens com um machado e um martelo. Segundo ele, até agora, tudo indica que não houve participação de mais ninguém nos crimes.
Isaura Lemos questionou o porquê dos seis jovens assassinados estarem tão vulneráveis a ação do pedófilo. “Qual era o perfil das vítimas?”, indagou. O delegado explicou que a polícia teme a perda de reputação das vítimas e disse que pode prestar apenas, sob sigilo, essas informações. "A característica principal do pedófilo é ser uma pessoa acima de suspeitas, devido o transtorno de personalidade", disse Isaura.
“Ele é desprovido de qualquer sentimento de humanidade”, destacou o deputado Fábio Sousa, presidente da CPI da Pedofilia na Assembleia. Nesta segunda-feira, 12, Fábio Sousa acompanhou, juntamente com o relator e o presidente da CPI da Pedofilia no Senado, respectivamente, os senadores Demostenes Torres (DEM-GO) e Magno Malta (PR-ES), o depoimento de Adimar de Jesus Silva.