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Mauro Rubem avalia importância de marcha por reforma agrária

16 de Abril de 2010 às 11:39

O deputado Mauro Rubem (PT) fez uma avaliação positiva da Marcha por Reforma Agrária e Soberania Alimentar, de Itaberaí a Goiânia, na semana passada. “Esse movimento é de fundamental importância e chega em Goiânia exigindo reforma agrária, garantia de alimento saudável para o povo e distribuição mais justa de renda", explica o parlamentar.

"Então, essa marcha cumpre um papel muito além do que é a própria distribuição de terra para quem não tem, busca garantir uma vida saudável, preservação ambiental e alimentos saudáveis para todos que moram na cidade”, frisou o parlamentar.

Mauro Rubem acredita que são movimentos como esse que contribuem para acelerar o processo de reforma agrária no Brasil. “Nenhum País do mundo desenvolvido, com justiça social, conseguiu avançar sem reforma agrária. A reforma agrária cumpre um papel vital para o ciclo de desenvolvimento e distribuição de riqueza no País, por isso é conflituosa".

O parlamentar acredita que "temos líderes políticos que querem manter o atraso, a escravidão, o latifúndio, tanto que agridem e atacam movimentos sociais, aos exemplos do Via Campesina, MST e MMCP, que têm feito uma luta permanente. Mas vejo que a reforma agrária está na pauta e tem avançado em função do trabalho de todos esses movimentos sociais”, frisou o deputado.

Para Mauro Rubem, a reforma agrária tem tido avanços no Governo Lula, principalmente na qualificação do assentamento. “Também houve muitas terras colocadas à disposição para reforma agrária, mas é claro que precisa ainda fazer uma grande estruturação, principalmente melhorar o Incra, fazendo um concurso nacional para pelo menos 3 mil novos funcionários".

O parlamentar informa que o Incra tem hoje 4.500 funcionários, número que considera pequeno. "Precisamos também de desburocratizar as linhas de crédito, criar uma forma de os assentamentos terem o mesmo tratamento que uma uma fábrica de carros, informa o deputado.

"A Hyundai, em Anápolis, por exemplo, tem subsídio, estímulo, participação da Prefeitura, do Estado e da União, tem várias formas de ser capitalizada, enquanto os assentamentos não têm. Queremos que eles tenham também”, concluiu o parlamentar petista, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa.

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