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Pré-sal

16 de Abril de 2010 às 19:03
Participantes de audiência pública, na Assembleia, defendem que recursos do pré-sal priorizem interesses nacionais.

O deputado Mauro Rubem (PT) promoveu na tarde desta sexta-feira, 16, no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa, audiência pública que discutiu o emprego dos recursos gerados pela exploração de petróleo da chamada "camada do pré-sal", com o tema “Pré-sal, riqueza do Brasil”, reunindo representantes de variados segmentos da sociedade.

Estavam presentes representantes dos Sindicatos dos Odontólogos e dos Trabalhadores da Saúde do Estado de Goiás, do Movimento dos Sem Terra (MST), da Associação Goiana dos Municípios, da Central Única dos Trabalhadores, além de estudantes do Colégio Estadual Robinho Martins Azevedo, do setor Jardim Nova Esperança, de Goiânia. João Pedro Stédile, coordenador da Via Campesina, e João Antônio Moraes, coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), participaram como palestrantes.

Juntamente com Mauro Rubem, João Antônio Moraes e João Pedro Stedile fizeram parte da mesa diretiva, e ainda a presidente do Sindisaúde, Fátima Veloso; o representante da Associação Goiana dos Municípios, Adenir Duarte, e Márcio Veiga representando o deputado Federal Rubens Otoni, além do jornalista Pinheiro Sales.

Pré-sal

Mauro Rubem esclareceu que a audiência ajuda a fomentar a discussão sobre as melhores formas de aplicação social da riqueza gerada pela exploração do pré-sal. “Os recursos devem ser aplicados em áreas como Saúde, Educação e melhoria da tecnologia de exploração e prospecção do produto. Devem ser destinados, sobretudo, a diminuir as desigualdades sociais no País”, afirma o petista.

O coordenador da Via Campesina,  João Pedro Stédile, falou à imprensa sobre a participação de movimentos sociais nas discussões. Stédile explicou que os movimentos têm como principal objetivo incentivar a aplicação dos recursos do pré-sal em setores que priorizem os interesses nacionais. "Queremos que nossas reivindicações sejam transformadas em lei. O MST participa deste evento, juntamente com a Via Campesina, em defesa do petróleo nacional", afirmou.

O coordenador também defendeu a exploração do petróleo exclusivamente por empresas brasileiras. "O petróleo é um bem natural e deve ser considerado propriedade de todos os brasileiros. Somos contra a concessão da exploração para empresas estrangeiras. A riqueza do pré-sal deve ser explorada por estatais nacionais", argumentou.

Stédile também disse que toda a riqueza gerada pelo pré-sal deve priorizar o atendimento das necessidades nacionais. "Devemos priorizar setores como a petroquímica, que produzem bens úteis à sociedade, além dos combustíveis. Além disso, a riqueza gerada deveria ser melhor distribuída por todo o País", concluiu.

João Antônio Moraes, de São Paulo, reforçou que o petróleo é um bem estratégico para qualquer nação do mundo. Por isso as novas reservas descobertas no Brasil devem ter o controle de toda a sociedade.

O presidente da FUP destacou que o petróleo está presente em mais de três mil produtos e representa atualmente mais de 50 por cento de toda a matriz energética brasileira e, por isso, a descoberta do pré-sal representa uma oportunidade única para estruturar o País.

“Trata-se de uma das maiores descobertas mundiais dos últimos 30 anos. Os recursos devem ser aplicados em projetos de moradia popular, saúde, reforma agrária e outras áreas sociais. Se não for assim, corremos o risco de destinar mais uma de nossas riquezas para beneficiar apenas uma minoria, como aconteceu com o pau-brasil e ouro”, concluiu.

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