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Cláudio Meirelles avalia que CPI vai deslanchar mais com vinda da Fipe

20 de Abril de 2010 às 10:28

“Acredito que, com a possibilidade da vinda da Fipe - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, órgão ligado à Universidade de São Paulo (USP) para a CPI, poderemos deslanchar mais os trabalhos e logo, logo, começaremos a ouvir os primeiros responsáveis por esse endividamento”. A declaração é do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os responsáveis pela dívida do Estado de Goiás contraída nos últimos 19 anos, deputado Cláudio Meirelles (PR).

Em entrevista à Agência Assembleia de Notícias, adiantou que a sua expectativa para a reunião de logo mais, a partir das 10 horas, no Solon Amaral, é a melhor possível. “Hoje estaremos ouvindo técnicos da Fipe, juntamente com os técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), avaliando e analisando os dados até agora informados pelo TCE”, frisou o parlamentar republicano.

Cláudio Meirelles ressaltou que a chegada da Fipe “vai acrescentar muito no entendimento de realmente qualificar, apurar e fiscalizar todas as dívidas do Estado, razão pela qual foi constituída a CPI que ora presidimos”.

O deputado adiantou que poderão ser convidados a depor alguns dos ex-governadores no período que está sendo investigado, se a maioria dos membros da CPI assim o entender. “Se houver necessidade e se porventura os membros assim acharem, acredito que sim. Temos já constatado, por exemplo, que na administração de Maguito Vilela houve um empréstimo de R$ 794 milhões. Para você ter uma ideia, num só Governo, de Maguito Vilela, foram feitos mais empréstimos do que nos dois Governos de Marconi e no de Alcides".

Sobre quando será divulgado o relatório final, o presidente da CPI disse acreditar que daqui a 45 dias – no máximo 60 – isso será feito. “E acredito que nos próximos 30 dias vamos estar já ouvindo todas essas autoridades e, então, o relator, o deputado Honor Cruvinel (PSDB), terá toda documentação necessária, para que se possa fazer um bom relatório, acompanhado e orientado por técnicos. Queremos esclarecer a população de quem realmente endividou o Estado”, concluiu o deputado.

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