Políticas de Segurança devem buscar ações integradas, explica especialista
O principal requisito para o município ou Estado que deseja conseguir verba federal para investir em Segurança Pública é elaborar um bom projeto, explica a coordenadora geral de ações de prevenção da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Cristina Villanova.
A coordenadora participa como palestrante do o 1º Seminário dos Guardas Civis Municipais do Estado de Goiás, que está sendo realizado na Assembleia, resultado da parceria entre a Comissão de Direitos Humanos, com o Instituto Goiano de Educação, Estudos e Pesquisa em Segurança Pública (Igesp) e com o Centro de Cultura e Intercâmbio (CCI) da Assembleia. A iniciativa é do presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Mauro Rubem (PT).
Em entrevista à Agência de Notícias da Assembleia, Cristina explicou que um bom projeto de segurança começa pelo diagnóstico do problema. “É preciso ter foco, delimitar com clareza qual é o tipo de criminalidade que se quer combater”, explica. A proposta deve conter também, continua ela, quais os recursos disponíveis que o Município ou Estado dispõe para. Indispensável ainda, completa a coordenadora, é o monitoramento e a avaliação de resultados.
Em sua palestra, Cristina destacou também a importância da integração entre União, Estados e Municípios no Desenvolvimento de políticas de Segurança. Essa integração para diminuir a criminalidade deve ocorrer também entre a Segurança e outras áreas como esporte, lazer, educação e cultura.
O Seminário, realizado no Auditório Costa Lima, debate o tema “Segurança Pública voltada para a cidadania”, e tratará de assuntos como o guarda municipal no contexto da Segurança Pública; legislação, capacitação e valorização do guarda municipal; Segurança Pública como um direito humano; o plano municipal de Segurança Pública; e elaboração de projetos para viabilização de recursos junto ao Governo Federal.