Moradia: primeiro passo para conquista da cidadania
A falta de moradia realmente inquieta a sociedade brasileira, principalmente a de baixa renda. Por isso, há esforço concentrado entre os governos Lula, do governador Alcides Rodrigues e do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, para que novas casas sejam construídas. Quem não tem casa ainda não tem cidadania, dizem muitos.
O presidente Lula lançou, ano passado, o programa Minha Casa, Minha Vida, com a meta de construir um milhão de casas populares. Medida inédita e aplaudida por todos. O governador Alcides Rodrigues também projetou a construção de 50 mil casas. Maguito tem meta de construir 5 mil casas em Aparecida até o final de seu mandato.
O Minha Casa, Minha Vida viabiliza a construção de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos, em parceria com Estados, municípios e iniciativa privada, impulsiona a economia, gera empregos e traz reflexos positivos para toda a sociedade. Enquanto muitos países diminuem os investimentos por conta da crise financeira internacional, o Brasil gera novas oportunidades de desenvolvimento para que a roda da economia continue a girar.
Acabamos de receber a informação de que Goiás é o primeiro Estado do País em contratações de financiamentos habitacionais pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. No Estado, já foram contratados recursos para a edificação de mais de 20 mil unidades. Esse volume de moradias já contratadas equivale a quase 75% da meta estipulada para o programa em Goiás, que é de 27 mil unidades construídas. Existem também propostas na Caixa Econômica Federal para a construção de 36 mil moradias pelo programa do presidente Lula.
E estas casas chegam dentro de uma nova concepção de moradia. Relatório do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) informa que, até 2030, 90% da população brasileira viverá nos grandes centros urbanos. Entretanto, essa migração não é sinônimo de uma melhor qualidade de vida. Uma forma de minimizar os problemas com moradia é a adoção do conceito de habitação saudável.
Agora, habitação saudável é um espaço com o qual você interage junto com os fatores de risco ali existentes. Para que o ambiente seja saudável, tem que se pensar nele desde a concepção do desenho e na sua localização.Quer dizer, o saudável engloba todo um conjunto mais complexo de sistemas, desde a questão do saneamento, com a água chegando no interior do espaço construído e saindo para um coletor final, e não jogado a céu aberto, a questão da coleta de lixo, a drenagem, ou a acessibilidade urbana, que é a forma de pensar os espaços para se trazer os serviços urbanos.