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Tem início lançamento da 3ª edição de caderno sobre conflitos no campo

29 de Abril de 2010 às 16:26

Teve início, às 14h30 desta quinta-feira, 29, a cerimônia de lançamento da terceira edição goiana do caderno "Conflitos no Campo". O evento acontece no auditório Costa Lima e é uma promoção da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa, em parceria com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Regional Goiás.

A edição goiana do caderno é publicada desde 2008. Já a edição nacional, também publicada anualmente, já se encontra em sua 25ª edição.

O objetivo da reunião é denunciar as relações de trabalho dos assalariados do campo, casos de trabalho escravo e as tensões provenientes das relações sociais, políticas, trabalhistas e ambientais no campo.

Compõem a mesa o deputado Mauro Rubem (PT), autor da iniciativa; o procurador Antônio Carlos Cavalcante Rodrigues, da Procuradoria do Trabalho - 18ª Região; o secretário da cordenação nacional da CPT, Antônio Canuto; o secretário de finanças da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaeg), Alair Luís dos Santos; José Gomes Teixeira Neto, da CPT-GO; o coordenador da CPT-GO, Aderson Liberato Gouveia; e um representante dos trabalhadores do campo.

Teatro

Antes do início da reunião, manifestantes da CPT realizaram uma apresentação teatral no saguão da Casa, representando a situação de violência e opressão contra o pequeno trabalhador do campo.

Em declaração à imprensa, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Mauro Rubem (PT), destacou a importância do trabalho realizado pela CPT. "A comissão é a entidade-mãe dos movimentos sociais que lutam pela terra. A publicação anual do caderno demonstra a atenção e preocupação da comissão com os conflitos no campo, denunciando a situação precária de muitos trabalhadores", elogiou.

Já o coordenador da CPT-GO, José Gomes Neto, afirmou que a terceira edição do caderno representa um registro confiável de conflitos no campo. "A publicação é um documento que lançamos todos os anos para mensurar a situação dos camponeses no Estado de Goiás. Além de dados estatísticos precisos, o caderno contém ensaios que discutem assuntos como trabalho, relações de gênero no campo e preservação do cerrado", explicou.

Fazendo coro aos demais entrevistados, o secretário da coordenação nacional da CPT, Antônio Canuto, disse que a criminalização de movimentos sociais cresceu significativamente nos últimos anos. "As cifras do caderno demonstram que a estrutura fundiária brasileira se baseia na espoliação, e que as ameaças de morte contra trabalhadores do campo e movimentos sociais aumentaram bastante. É bom lembrar que latifúndio e agronegócio não combinam com democracia", afirmou.

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