Rodovias: recuperar agora
As obras de recuperação das rodovias que cortam Goiás precisam ser iniciadas agora, nesse início do período de estiagem, que deve durar por no mínimo seis meses. Tempo suficiente para os governos federal, estadual e municipais colocarem nos trilhos as nossas estradas, realizando as intervenções necessárias visando o bom fluxo diário nas vias, tornando-as decentes para o uso do motorista, da indústria, do comércio, e principalmente do campo, carro chefe da economia do Estado.
Empurrar com a “barriga” os buracos que se espalham pela malha viária goiana, se transformando num dos principais problemas de infraestrutura dos últimos anos, é tirar da cadeia do desenvolvimento o elo da economia goiana com o resto do País e do mundo. Goiás não tem hidrovias e praticamente não tem ferrovias, portanto, o que restam são as rodovias, basicamente o único caminho por onde passam a produção, o turista, os serviços, enfim, o crescimento econômico e o desenvolvimento do Estado.
Se esse é o principal e praticamente único caminho do transporte público e de bens, precisa ser tratado como prioridade e não se transformar num problema crônico. O bom senso, a lógica e o apelo popular deveriam ser suficientes para deixá-lo fora do extenso cardápio de problemas da sociedade. Mas, nos últimos anos, não tem sido assim com as rodovias goianas contribuindo decisivamente para aumentar as estatísticas de mortes no trânsito, mantendo presença garantida nos noticiários da mídia e criando inúmeras dificuldades e transtornos para os milhares de motoristas que trafegam por elas.
Temos visto obras por várias partes do Estado, com operações de tapa buraco ou de reconstrução da pavimentação asfáltica, realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pelas rodovias federais, e pela Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), que cuida das vias estaduais. Mas essas iniciativas não podem ser paliativas; precisam ser intensificadas, para que o próximo período chuvoso não se torne, novamente, em pretexto para o surgimento dos velhos buracos, tão conhecidos dos nossos motoristas.
No Sul e Sudoeste do Estado, principais regiões produtoras de Goiás, onde também se concentra parte do parque industrial goiano, estão sendo recuperadas a BR-060, que liga Goiânia a Mineiros; a BR-364, no trecho Jataí a São Simão; a BR-158, entre Piranhas e Jataí e a BR-452, de Rio Verde a Itumbiara. Mas qual será a vida útil dessa reforma? Ela precisa atender à lógica da economia de custo-benefício, às necessidades do Estado e aos anseios das pessoas, únicas vítimas desse descaso.