A alma de qualquer negócio é o trabalhador
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Não importa se o trabalho exige amplo conhecimento sobre determinado assunto, força física, agilidade, beleza ou facilidade no trato com as pessoas. Sem o trabalhador ou trabalhadora, praticamente negócio algum vai pra frente, seja em Goiânia, Goiás, Brasil ou no exterior. A mão-de-obra humana ainda é e será por décadas imprescindível e a mais importante para qualquer investimento.
Em tudo que é feito hoje tem a mão do trabalhador. Não importa se o produto final é um automóvel de luxo, uma motocicleta, um simples sabonete ou uma vassoura; a mão humana está por trás. Muitas vezes, o homem não age diretamente em cima do produto, mas é o responsável por programar máquinas e computadores para fazê-lo.
Sem o homem, o computador não funciona. A mente humana é responsável, desde a criação de máquinas, até sua operação. No balcão de uma loja é o vendedor quem nos convence a comprar determinada coisa. Um computador jamais conseguiria esta proeza, ainda mais com a mesma qualidade de atendimento.
Nas ruas, mesmo com máquinas e lixeiras espalhadas, é o profissional da limpeza urbana quem deixa a cidade mais bonita. Na energia elétrica que chega à nossa casa, tem um profissional da companhia de eletricidade que consegue operacionalizar o sistema e fazer com que nossa televisão esteja ligada na hora em que a gente bem entender.
Mesmo nas grandes fábricas de veículos, onde robôs gigantes montam portas e soldam o chassi dos automóveis, existe um homem em uma sala controlando as máquinas, não as deixam fazer o serviço errado. No campo, apenas chuva e sol não são suficientes para a colheita. É preciso o dedo do agricultor, de plantar na hora certa, escolher a melhor semente e o tempo correto da colheita.
O ser humano, de fato, é o motor da economia, no sentido literal da palavra. Somos nós quem movemos o mundo, que produzimos, consumimos, pagamos e recebemos. E olha que num passado nem tão distante assim a realidade era outra. O Brasil e diversos países pelo mundo afora utilizavam como mão de obra os escravos até o final do século 19.
Em 1886, exatamente em um 1º de maio, em Chicago, nos Estados Unidos, foi preciso uma grande manifestação de trabalhadores para que os patrões pudessem reconhecer que o trabalho não poderia ser exercido com precariedade, sem pagamento de salário justo e carga horária compatível. A partir daí a situação começou a mudar mundo afora.
No Brasil, durante o governo de Getúlio Vargas (1930-1945), foi criada a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que vigora até hoje. Ela garante diversos direitos ao trabalhador, como poder gozar de férias anuais remuneradas, o 13º salário, a licença-maternidade e outros benefícios. Antes da CLT, qualquer tipo de agremiação de trabalhadores, como sindicatos, era visto pelo governo como sinais de anarquismo e comunismo.
É por isso que a classe trabalhadora precisa ser exaltada em seu dia, neste 1º de maio. É uma data para celebrarmos nossos esforços em construirmos um mundo melhor, cada vez mais justo, no qual as diferenças entre patrões e empregados sejam cada vez mais reduzidas.