Homenagem
A Assembleia Legislativa realizou na noite desta segunda-feira, 10, no Plenário Getulino Artiaga, sessão especial para a entrega do Título de Cidadã Goiana à pesquisadora Esther Caldas Guimarães Bertoletti. A iniciativa é do deputado José Nelto (PMDB).
O parlamentar declarou ser uma alegria e uma satisfação enorme ocupar a presidência durante a sessão especial que “honra uma profissional cuja grandeza e satisfação com seu trabalho é de grande importância para o país”.
José Nelto citou as graduações em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1965, e em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 1964, da homenageada. Esther é doutora em Direito Público e trabalhou no Projeto Resgate Barão do Rio Branco, pelo qual microfilmou todos os documentos históricos constantes no Arquivo Ultramarino, em Lisboa, no período de 1731 a 1808.
“Esse título é um reconhecimento do parlamento e do povo goiano à sua vida e seu trabalho em prol da documentação brasileira, do qual eu tenho a honra de ser autor. A concessão do título foi feita à pedido do professor e escritor, José Mendonça Telles”, concluiu.
Em discurso de agradecimento, a pesquisadora disse que a homenagem faz justiça com quem sempre valorizou os estudos e o trabalho, especialmente os pesquisadores. "De 1975 em diante, tive várias passagens por Goiás, todas importantes, sem dúvida", afirmou.
Esther disse também que se considera "historiadora dos documentos", pois trabalhou em importantes órgãos do País, incluindo a Biblioteca Nacional, a Fundação Casa de Rui Barbosa, a Biblioteca Nacional, a Fundação Getúlio Vargas e o Arquivo Nacional, todos no Rio de Janeiro. "Ajudei a terminar a coleção completa da Matutina Meia-Pontense, primeiro periódico da história de Goiás", pontuou.
A pesquisadora ainda elencou seus esforços para trazer ao Brasil vários arquivos sobre o País que estavam no exterior. Ela fez parte do Plano Nacional de Microfilmagem de Periódicos Brasileiros, da Secretaria da Cultura do MEC, que disponibiliza publicamente vários documentos da história brasileira.
Trajetória
A homenageada é natural de Coaraci (BA), filha de Oswaldo de Souza Caldas e Edith Conde Caldas, e reside no Rio de Janeiro (RJ). Pesquisadora, técnica consultora em documentação da Fundação Biblioteca Nacional, Esther Caldas é formada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1965, e em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 1964.
Ela ainda possui ainda cursos de pós-graduação no exterior, com destaque o de "Mercados Comuns - Europa-América Latina", pela Universidade Católica PRO DEO/Istituto di Studi Europei Alcide de Gasperi, em Roma, Itália. Também concluiu os créditos do mestrado em Administração de Centros Culturais, pela Uni-Rio, entre 1989-1990; e o doutorado em Direito Público, pela UFRJ, entre 1966/1967.
Esther Bertoletti trabalhou em diversos projetos de microfilmagem de documentos históricos pela Fundação Casa de Rui Barbosa, Biblioteca Nacional, Fundação Getúlio Vargas e Arquivo Nacional. Trabalhou no Projeto Resgate Barão do Rio Branco, pelo qual microfilmou todos os documentos históricos constantes no Arquivo Ultramarino, em Lisboa, entre o período de 1731 e 1808.
Ela coordenou e implantou, por meio das entidades acima citadas e da Fundação Ford, o Plano Nacional de Microfilmagem de Periódicos Brasileiros, da Secretaria da Cultura do MEC. O plano de microfilmagem estendeu-se em Goiás. A atividade de pesquisa rendeu a Esther Bertoletti diversos títulos e prêmios.