CPI da Dívida
A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento do Estado de Goiás entre 1991 e 2009 agendou visita à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e à Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) para a próxima segunda-feira, 17, nos turnos matutino e vespertino. A definição faz parte de solicitação dos pesquisadores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), vinculada à Universidade de São Paulo, contratados pela Assembleia para auxiliar os deputados-membros da CPI.
O presidente da CPI do Endividamento, Cláudio Meirelles (PR), afirmou que a visita permitirá à Fipe um contato mais próximo com os gestores estaduais. De acordo com ele, os pesquisadores da instituição paulista pretendem buscar informações adicionais. O deputado também informou que, com o detalhamento da situação econômico-financeira de Goiás, os parlamentares poderão iniciar nas próximas semanas as primeiras convocações.
"A Fipe já trabalha com o acervo documental da CPI do Endividamento desde segunda-feira (10). Os pesquisadores também se reuniram com os analistas do Tribunal de Contas do Estado de Goiás, discutindo sobre o déficit e a dívida goiana. Acredito que, com a presença da Fipe, os trabalhos vão se acelerar muito nos próximos dias", afirmou Cláudio Meirelles.
A pesquisadora da Fipe, Ana Paula Paulino da Costa, afirmou que já tem posse das informações disponíveis sobre o endividamento do Estado de Goiás. De acordo com ela, os dados presentes nos sites da Sefaz e da Seplan também já foram identificados e anexados às cópias do acervo documental da CPI.
"Há algumas informações que somente serão acessíveis pessoalmente, razão pela qual solicitamos o agendamento da visita à Sefaz e à Seplan. Nesta semana, realizaremos um primeiro estudo para suscitar dúvidas para que saibamos o que questionar junto aos gestores públicos. Também precisamos obter dados estatísticos do Estado", afirmou Ana Paula.
O pesquisador da Fipe Paulo de Tarso afirmou que vai aprofundar na leitura dos dados disponíveis ao curso desta semana para que a conversa com os gestores da Sefaz e da Seplan seja mais produtiva. Segundo ele, os primeiros 15 dias de atividade serão destinados a um contato inicial e à formulação de perguntas.
"Precisamos de mais dados em relação ao desempenho de Goiás. Não temos muitas informações neste sentido. Talvez a biblioteca da Sefaz e da Seplan tenha esses dados disponíveis. Neste momento, considero importante conversar com os gestores envolvidos", afirmou Paulo de Tarso.