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A volta da Emater

12 de Maio de 2010 às 11:27
Artigo da deputada Cilene Guimarães (PR) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 12.05.2010.
* Cilene Guimarães é deputada estadual do PR



Agora já é realidade. O governo do Estado divulgou no Diário Oficial a Lei Nº 16.978, de 28 de abril deste ano, que dispõe sobre a reativação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Goiás (Emater-GO), uma reivindicação antiga dos produtores rurais, principalmente daqueles ligados à agricultura familiar. A lei já tinha sido aprovada na Assembléia e sancionada pelo governador Alcides Rodrigues, com o apoio dos movimentos sociais e entidades do setor agrícola do estado, que reivindicavam a volta da empresa, na função de assistir o setor rural e fomentar pesquisas na área.

Ao longo de sua história a Emater foi decisiva para a agricultura goiana atingir o estágio atual de desenvolvimento, com pesquisas na área de correção de solo, na expansão da fronteira agrícola e em outros setores. Contribuiu para a introdução de variedades de sementes mais resistentes de soja, arroz e feijão, para não citar outros, como o algodão e o tomate industrial. Também contribui para fomentar a pecuária, ajudando a elevar o Estado à condição de ser um dos maiores produtor e exportador de carne e leite do País.

A contribuição da empresa no desenvolvimento de Goiás é condição mais do que suficiente para justificar a sua reativação, além de atender aos interesses e necessidades de milhares de produtores rurais, principalmente dos micro, pequeno e médio, por prestar atendimento gratuito. A prioridade é a assistência técnica para a agricultura familiar, mas também a extensão rural, a pesquisa agropecuária e as atividades correlatas ao desenvolvimento sustentável.

É motivo de comemoração o desfecho dessa longa história, envolvendo a Emater, principalmente por vir atender a um público que não tem condições de pagar pela assistência rural em suas propriedades: os produtores de menor poder aquisitivo. E nesse grupo está a maior parte das famílias de trabalhadores rurais do estado, que hoje tiram da terra o seus ganhos e voltam a dispor de uma ferramenta importante na sustentação de seus negócios, visando a produção comercial e não apenas de subsistência. 

Ganham os produtores rurais, os funcionários da empresa, que retornam aos seus antigos empregos, e o governo do Estado, que passa a ter uma empresa destinada à assistência de um setor carente da agropecuária. Enfim, ganha a economia goiana, com a possibilidade real do aumento da produção rural, principalmente de alimentos, que poderão abastecer o mercado interno e externo, tanto de Goiás como do País, contribuindo para o aumento do PIB goiano.

 


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