Seminário Eleições 2010 discute Marketing Político com Gustavo Fleury
Foi realizada na manhã desta quarta-feira, 12, no auditório Costa Lima, a palestra Marketing Político. O assunto foi tratado pelo jornalista, consultor político e ex-assessor de imprensa no Congresso Nacional, Gustavo Fleury, no seminário Eleições 2010: Entendendo as Regras do Jogo". O evento é uma promoção da Escola do Legislativo e da Diretoria de Recursos Humanos da Casa.
Dentre vários assuntos acerca do tema, o jornalista destacou a atenção que se deve dar ao estudo do “mercado” na elaboração de uma estratégia de marketing voltado à uma campanha eleitoral. Fleury ressaltou que assim como um produto deve atender as necessidades em um público alvo, o político deve ter conhecimento de seu eleitorado, as suas necessidades e anseios. “Toda atividade deve ser dirigida para a satisfação das necessidades e desejos do cliente”, salientou.
Neste sentido Gustavo Fleury alertou que marketing não é só propaganda e sim uma ação de mercado. “Não devemos nos atentar em fazer jingles e santinhos. Isto pode até ser feito, porém, é o resultado final de um trabalho de diagnóstico e planejamento”, disse o palestrante.
O jornalista informou que existem três diferentes tipos de marketing político. São eles o marketing eleitoral, no qual são desenvolvidas ações para quem não tem mandato ou deseja se reeleger; o pós-eleitoral que visa um trabalho para quem já tem mandato e deseja realizar a manutenção ou ampliação do poder, também chamado de governança; e o partidário, cujo objetivo é trabalhar a imagem, organização e comunicação dos partidos políticos.
Imagem do candidato
Gustavo Fleury alertou que a formação de uma boa imagem do candidato é fundamental para o sucesso de uma campanha. O desenvolvimento desta boa imagem requer a utilização de meios que alimentem o candidato de informações, para que estas possam ser utilizadas na elaboração de um plano de campanha.
O jornalista destacou quatro imagens de um candidato. O “pai”, que cuida das pessoas, tem forte presença social, assistencialista e que ajuda sua comunidade (exemplo: Getúlio Vargas); o líder-charme, que conquista as pessoas pelo charme, inteligência, simpatia, discurso e desempenho (exemplo: Juscelino Kubitscheck e Barak Obama); o herói, que é aquele que se apresenta como o solucionador de todos os problemas (exemplo: Fernando Collor); e o homem simples, que é aquele que nasce das massas para comandá-las, conhece a pobreza porque já foi pobre e identifica-se com o povo (exemplo: Lula, Marina Santana).
Segundo Fleury, é preciso saber qual tipo de imagem a população deseja em determinado momento para que os esforços se voltem para a moldagem de uma imagem de acordo com essa expectativa. “Quando Collor foi eleito, o País desejava um herói que acabasse com os marajás, a corrupção e colocasse o País em um novo caminho seguro e de prosperidade, por isso foi criado uma estratégia onde o candidato andava de jet sky, pilotava carros, atirava, enfim, tudo a estilo de um herói”, exemplificou.
Ferramentas de Marketing Político
Gustavo Fleury abordou ainda em sua palestra “Marketing Político” o tema mídias consagradas. Foram destacados os principais meios que contribuem para o desenvolvimento do marketing político e suas características.
A televisão foi tida como a mais influente de todas as mídias, fazendo parte da sociedade, influenciando e sendo influenciada. Fleury destacou também a importância de mídias como o rádio, que é de fácil entendimento, abrangente e de baixo custo; e a internet com as suas diversas ferramentas disponíveis.
Na parte da tarde, o seminário será encerrado com a palestra “Estratégias Eleitorais” que também será ministrada pelo jornalista Gustavo Fleury.