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Mauro Rubem prestigia a 71ª Semana Brasileira de Enfermagem nesta sexta-feira

14 de Maio de 2010 às 18:32

O deputado Mauro Rubem (PT) participou na tarde desta sexta-feira, 14, da 71ª Semana Brasileira de Enfermagem (71ª SBEN). O encontro, iniciado às 14 horas, tem como tema Enfermagem: O Poder do Cuidado, e acontece de 12 a 20 de maio no auditório do Augustus Hotel, em Goiânia.

Segundo a coordenadora do evento, Sílvia Toledo, a reunião tem como objetivo promover o debate sobre a formação política, científica e social do profissional de Enfermagem.

Além do petista, compareceram à reunião alunos, professores e demais representantes da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO); Universidade Federal de Goiás (UFG); Universidade Paulista (UNIP); Universidade Salgado de Oliveira (Universo); Faculdade União de Goyases (FUG), Faculdade Estácio de Sá; e estudantes secundaristas do Colégio Sena Aires.

Durante o encontro, compuseram a mesa: o deputado Mauro Rubem (PT); a coordenadora do evento, e diretora da Aben-GO, Sílvia Toledo; o professor da PUC-GO, Pedro Cárceres; a professora da PUC-GO, Sônia Maria Ribeiro dos Santos; a presidente da Associação Brasileira de Enfermagem em Goiás (Aben-GO), enfermeira Olívia Vieira; o acadêmico Bruno Pires, do Centro Acadêmico de Enfermagem da PUC-GO; e a enfermeira Kelcy Anne Santana, acadêmica de Enfermagem da UFG.

Política

Abrindo os debates, o professor do curso de Enfermagem da PUC-GO, Pedro Cárceres, defendeu a luta e engajamento dos alunos, em busca de maior representação política. "Sem uma representação política, uma classe não consegue nada. O estudante deve compreender que, a todo momento, estamos agindo politicamente. Afinal, quem fornece as diretrizes tem o comando político. Todas as classes estão elegendo seus representantes. Temos que eleger os nossos", afirmou.

Já a professora Sônia Maria Ribeiro dos Santos falou sobre as dimensões do humano na Enfermagem, e defendeu seu resgate através do engajamento político da classe profissional. "Devemos enfatizar o aspecto humano e, sobretudo, político, do ato de cuidar. A racionalidade técnico-científica do século XIX se tornou preponderante sobre a política e a ideologia, mas essas dimensões devem ser recuperadas", defendeu.

A professora também rebateu a crença popular de que a atual juventude universitária não se interessa por política. "É importante que o aluno efetivamente conheça seu poder de participação na política. Hoje, o acadêmico de Enfermagem possui até mais espaços para atuar politicamente do que há alguns anos. Além disso, a recente adoção de um novo modelo para o curso, que procura despertar a atitude crítica perante o social, favorece a conscientização dos estudantes", acrescentou.

Em seguida, a coordenadora do evento, Sílvia Toledo, falou sobre a importância da constante realização dos encontros, que classificou como espaços democráticos de debates. "A Associação Brasileira de Enfermagem tem como objetivo promover o desenvolvimento social, político e científico da Enfermagem. E para que isto seja possível, é importante manter a continuidade de debates como este, onde levantamos tópicos relacionados à ética, ao respeito, ao poder e à importância do cuidado no desempenho das funções do profissional de Enfermagem", afirmou.

Desigualdades

A professora e enfermeira Olívia Vieira também falou sobre a luta da categoria pela aprovação de projeto de Lei que reduz a jornada de trabalho dos enfermeiros para 30 horas semanais. "Este é o momento em que devemos identificar o que a Aben espera de sua representação política. O projeto tramita no Congresso, e vamos continuar lutando pela sua aprovação", disse.

Elogiando a iniciativa, o deputado Mauro Rubem chamou a atenção para o impacto social do evento. "Este é um espaço que consegue conciliar as lutas de uma categoria específica juntamente com aquelas que abrangem toda a sociedade. É necessário, portanto, que a Enfermagem, assim como as demais categorias, busque uma maior participação na política. Para tal, seus representantes devem procurar elaborar um projeto, para depois construi-lo. Uma sólida representação política é essencial nesse processo," explicou.

O deputado também criticou o que chamou de "conceito neoliberal de saúde", que trataria a saúde como mero item de mercado." É absurda a grande desigualdade que se verifica entre os profissionais da Saúde, neste País. Atualmente, vivenciamos um dos momentos de maior corporativismo na área, e a saúde está sendo mercantilizada. Precisamos aproveitar o ambiente eleitoral provocado pelas eleições para debater os problemas", finalizou.

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