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Combate à pedofilia

18 de Maio de 2010 às 12:52
Presidente da CPI da Pedofilia, Fábio Sousa participou nesta terça-feira,18, de audiência na Câmara de Vereadores.
Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia que investiga casos de pedofilia e abuso sexual contra menores em Goiás, o deputado Fábio Sousa (PSDB) participou de audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Goiânia por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O evento aconteceu na manhã desta terça-feira, 18, no Auditório Carlos Eurico, por iniciativa do vereador Doutor Gian Carlos (PTC).

“Hoje, em todo Brasil, acontecem eventos e manifestação para alertar a sociedade sobre este grande mal, que considero como o mais hediondo dos crimes”, falou Fábio Sousa. De acordo com o parlamentar, o evento realizado na Câmara tem importância especial, pois os vereadores são as primeiras autoridades que a população procura. “São eles que recebem denúncias e escutam diretamente os anseios dos cidadãos”, afirmou.

Fábio Sousa apresentou o Manual de Combate à Pedofilia e à exploração sexual infantil, produzido por ele. O manual aborda o conceito de pedofilia, o perfil dos pedófilos e abusadores, como ajudar uma criança abusada, entre outros pontos. Segundo o deputado, um novo fator que causa preocupação sobre a questão é a criação de grandes redes na internet, que abrangem pessoas de todas as classes sociais, para divulgar vídeos e fotos de menores.

O parlamentar também destacou que 92% dos casos de pedofilia acontecem dentro de casa. “Isto é muito preocupante. E neste caso, toda a sociedade deve se envolver denunciando estes crimes. Esta é uma obrigação de cada cidadão, e lembramos que o denunciante está protegido pelo anonimato. Através destas denúncias é que poderemos proteger nossas crianças”, enfatizou.

Na abertura do evento, o vereador Doutor Gian lembrou que Goiás ocupa o ranking da prática de pedofilia virtual. O vereador destacou a importância da busca de meios para que estes criminosos sejam efetivamente punidos. “Também é necessário o envolvimento das famílias, para que possam orientar os seus filhos e observar mudanças de comportamento que indiquem alguma espécie de abuso”, disse.

O presidente da Agência da Guarda Municipal de Goiânia, coronel Gercy Joaquim Camêlo, defendeu um trabalho conjunto de toda sociedade para o combate ao problema. “As famílias precisam assumir o seu papel, cuidando de seus filhos. O Poder Público deve dar o devido respaldo a estas famílias”, afirmou.

Já a superintendente de Direitos Humanos e Inclusão Social da Secretaria Estadual de Cidadania e Trabalho, Maria José Barcelos Miranda, recomendou que os pais acompanhem atentamente o uso que seus filhos fazem da internet. Outra sugestão de Maria José foi a promoção de ações de conscientização nas escolas. “A escola é um agente poderoso de divulgação de informações”, ressaltou.

Coordenador do Centro de apoio Operacional da Infância e da Juventude do Ministério Público do Estado de Goiás, o promotor Everaldo Sebastião de Sousa lembrou que tão importante quanto punir o pedófilo é proteger e dar respaldo à vítima do abuso. De acordo com o promotor, pesquisas comprovam que estas vítimas, se não tratadas corretamente, tendem a reproduzir o comportamento violento a que foram submetidas.

Em entrevista à Agência de Notícias da Assembleia, o promotor afirmou que enviará à CPI da Pedofilia o levantamento dos casos de abuso contra menores denunciados no ano passado. “Terminaremos de apurar os números junto aos municípios e à Secretaria Nacional de Direitos Humanos em um prazo aproximado de dez dias”, contou.

No encerramento do evento, o vereador Elias Vaz (PSol) denunciou que um médico envolvido em caso de pedofilia foi contratado pela Prefeitura de Goiânia para trabalhar no Samu. O vereador entregou cópia do "Diário Oficial" do Município que comprova a contratação para o deputado Fábio Sousa e para o promotor Everaldo Sebastião.

Mesa

Participaram da mesa da audiência o vereador Gian Carlos; o deputado Fábio Sousa; a superintendente de Direitos Humanos e Inclusão Social da Secretaria Estadual de Cidadania e Trabalho, Maria José Barcelos Miranda, representante do governador Alcides Rodrigues (PP); o coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público do Estado de Goiás, o promotor Everaldo Sebastião de Sousa; e o presidente da Agência da Guarda Municipal de Goiânia, coronel Gercy Camêlo, que representou o prefeito da Capital, Paulo Garcia (PT).
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