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CPI da Pedofilia

21 de Maio de 2010 às 19:28
A Comissão realizou audiência pública sobre o problema na Câmara Municipal de Jataí, nesta sexta-feira, 21.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Assembleia Legislativa, que investiga casos de pedofilia e abuso sexual contra menores em Goiás realizou nesta sexta-feira, 21, na cidade de Jataí, a primeira audiência pública da Comissão no interior do Estado. Durante o evento, realizado na Câmara Municipal, foram discutidas formas de combate à pedofilia.

Presidente da Comissão, o deputado Fábio Sousa (PSDB) afirmou que a CPI foi criada em virtude da crueldade deste tipo de crime e pelo aumento do número de casos. "A pedofilia é um mal terrível. Crianças são maltratadas, torturadas e abusadas por indivíduos que sentem prazer nisto. Em Goiás, já foram registrados mais de 400 casos de pedofilia. O Estado também ocupa o primeiro lugar em casos de pedofilia virtual", citou.

O parlamentar apresentou as conquistas já alcançadas pela Comissão. Uma delas foi o compromisso obtido pelo Tribunal de Justiça de criar uma vara especializada para estes crimes. A iniciativa foi elogiada pela juíza Lorena Cristina Aragão e pelo promotor Flávio Cardoso, que estavam presentes no evento.

Outro compromisso obtido foi a criação de mais delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente no Estado, junto à Secretária de Segurança Pública. Fábio Sousa ressaltou que Cilene Guimarães (PR) solicitou, inclusive, que uma delegacia fosse instalada em Jataí.

"Mas nosso maior trunfo foi despertar a sociedade para este mal, que destrói a alma e o espírito das crianças. Peço que todos fiquem atentos, já que a pedofilia está em todas as classes sociais e níveis de escolaridade", encerrou Fábio.

A deputada Cilene Guimarães (PR) ressaltou que foi sua a sugestão de estender as discussões sobre o problema para o interior do Estado. "A minha sugestão foi aceita, já que este crime tão triste acontece em todo o Estado", destacou.

Para ela, o pedófilo não pode permanecer no seio da sociedade. "Por isso, peço o empenho de toda a sociedade em denunciar estes casos. Aqueles que denunciam estão protegidos pelo anonimato para não sofrerem retaliações. Por favor, contribuam para que este crime tão odioso seja descoberto e punido", pediu.

Relatora da Comissão, a deputada Isaura Lemos (PDT) defendeu a união de todos os cidadãos para o combate a esse problema. "Neste exato momento, uma criança pode estar sendo vítima de abuso. E outra pode estar sendo coagida para permanecer em silêncio. Esta é a realidade contra a qual temos que lutar", afirmou.

A parlamentar lembrou que a pedofilia é um distúrbio que não tem cura, mas que pode ser controlado. Ainda segundo a deputada, várias podem ser as causas da doença, como fatores culturais, sociais ou físicas. "Contudo, o importante não são as causas da pedofilia, mas as consequências que ela traz para as suas vítimas. Agressividade, compulsões, baixo rendimento escolar e fobias sociais são alguns sinais de que a criança pode estar sendo abusada", enfatizou.

Também participou da audiência o deputado Romilton Moraes (PMDB). O deputado destacou que a pedofilia é uma doença psicossocial que não escolhe classe social ou escolaridade. O parlamentar defendeu a intervenção do Poder Público para que os pedófilos recebam o tratamento adequado. Romilton Moraes ainda declarou que a CPI da Pedofilia é uma das mais importantes da Assembleia Legislativa, por chamar toda a sociedade para participar do combate a este tipo de crime.

Quando o presidente da Comissão abriu a palavras aos presentes, os principais pontos abordados foi a falta de infraestrutura adequada para que a investigação dos crimes de abuso seja mais efetiva e a importância das denúncias no combate a este crime. Todas as autoridades também elogiaram a iniciativa da Assembleia em trazer a discussão sobre a questão para o interior do Estado.

Mesa

Compuseram a mesa os deputados Fábio Sousa (PSDB), Cilene Guimarães (PR), Isaura Lemos (PDT) e Romilton Moraes (PMDB); os vereadores da cidade de Jataí Vilma Feitosa (PR), Mauro Bento Filho (PHS), Edglan Maia (PSDB), Pastor Luiz Carlos (PSDB), Geovaci Peres (PMDB), Marcos Antônio Ferreira (PDT) e João Rosa Leal; e o presidenteda Ordem dos Advogados do Brasil/Jataí, Mário Ibrahim.

Outras autoridades que participaram do evento foram a juíza Lorena Cristina Aragão Rosa, os promotores de Justiça Flávio Cardoso Pereira e Sebastião Simões Araújo, o representante da Polícia Rodoviária Federal Rogério Marques, a presidente da Fundação Educacional de Jataí, Marli Freitas Nery Garcia, os delegados Carlos Raimundo Batista e Paula Meotti e o major da Polícia Militar Davi Pires. Também participaram do evento os alunos do Colégio Estadual Marcondes de Godoy.

Próximas audiência


A
CPI da Pedofilia já confirmou audiências públicas em Porangatu, dia 28 de maio; e em Catalão, dia 8 de junho. A Comissão é presidida pelo deputado Fábio Sousa (PSDB). A deputada Betinha Tejota (PSB) é a vice-presidente. A relatora da Comissão é a deputada Isaura Lemos (PDT). Também compõem a CPI, as deputadas Adriete Elias (PMDB) e Cilene Guimarães (PR).

Denúncias


O Portal da Assembleia Legislativa dispõe de link para que sejam feitas denúncias de casos de pedofilia e exploração sexual de crianças em Goiás. Segundo o presidente da CPI, serão encaminhadas ao Ministério Público todas as denúncias que chegarem à Comissão. O espaço no site da Assembleia Legislativa para receber denúncias de pedofilia em Goiás pode ser acessado clicando aqui.

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