Professor aponta causas dos problemas habitacionais
A Assembleia Legislativa sedia durante toda esta terça-feira, 25, parte da programação do 1º Simpósio Goiano de Serviço Social - XXVII Semana do Assistente Social 2010, no Auditório Costa Lima. Está em discussão o tema "Serviço Social, Habitação e Meio Ambiente". O evento conta com o apoio do deputado Mauro Rubem (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos.
Doutor e professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Aristides Moysés é um dos palestrantes, tratando do tema “Serviço Social pelo Fim da Desigualdade em Defesa da Habitação e Meio Ambiente”. Ele é autor do livro "Goiânia Metrópole Não Planejada".
Segundo Aristides Moysés, na década de 50 a capital goiana perde a característica de ser planejada, já que a sua organização passa a ser monitorada pela iniciativa privada. “Os fazendeiros que doaram as suas terras para a construção da capital, retiveram parte dos terrenos da nova cidade, influenciando na expansão da capital. Isto gerou um planejamento desurbanizado, caracterizado pela criação de espaços segregados na cidade”, disse.
O professor lembrou que a história do Setor Jardim Nova Esperança foi um marco da luta pela habitação em Goiânia. “Esta foi a primeira luta coletiva por moradia. Logo em seguida, o Governo retoma a ocupação da cidade através da criação do Setor Finsocial, dos mutirões e dos Setores Curitiba”, afirmou.
Entre os fatores que geram desigualdade habitacional, o professor enumerou a renda, a especulação imobiliária e a negação do direito de cidadania. Aristides Moysés declarou que apenas um política de longo prazo poderá minimizar a atual disparidade. “Precisamos de políticas de Estado e não de Governos. A principal causa da violência não está na pobreza absoluta, mas na disparidade entre ricos e pobres em um mesmo lugar”, explicou.
Sobre a especulação imobiliária, o professor disse que a subveniência do Poder Público ao poder do capital, que faz com que não se cumpram os planos diretores de Goiânia, geram vazios urbanos que estimulam a criação de setores cada vez mais distantes dos empregos e dos serviços públicos. “Uma cidade mais compacta é uma cidade mais humana, mais barata e mais justa. Hoje, existem em Goiânia aproximadamente 85 mil lotes ou glebas vazias”, ressaltou.
Segundo o professor, as imobiliárias maximizam seus lucros com estes lotes vazios, já que elas aguardam investimentos públicos que valorizem o imóvel e, desta forma, o torne inacessível para a classe menos favorecida.
Outro fenômeno que gera desigualdade, apontado por Aristides Moysés, é enobrecimento urbano, que consiste na valorização de imóveis através da retirada de uma região próxima a uma área nobre da cidade de moradores de classe mais baixa. “Uma nova característica da ocupação urbana é que as áreas mais distantes da capital, que normalmente seriam dedicadas para moradias populares, estão sendo utilizadas para construção de condomínios horizontais. Diante desta situação, os pobres encontram como solução a superpopulação de lotes de favelas, através dos puxadinhos”, esclareceu.
Doutor e professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Aristides Moysés é um dos palestrantes, tratando do tema “Serviço Social pelo Fim da Desigualdade em Defesa da Habitação e Meio Ambiente”. Ele é autor do livro "Goiânia Metrópole Não Planejada".
Segundo Aristides Moysés, na década de 50 a capital goiana perde a característica de ser planejada, já que a sua organização passa a ser monitorada pela iniciativa privada. “Os fazendeiros que doaram as suas terras para a construção da capital, retiveram parte dos terrenos da nova cidade, influenciando na expansão da capital. Isto gerou um planejamento desurbanizado, caracterizado pela criação de espaços segregados na cidade”, disse.
O professor lembrou que a história do Setor Jardim Nova Esperança foi um marco da luta pela habitação em Goiânia. “Esta foi a primeira luta coletiva por moradia. Logo em seguida, o Governo retoma a ocupação da cidade através da criação do Setor Finsocial, dos mutirões e dos Setores Curitiba”, afirmou.
Entre os fatores que geram desigualdade habitacional, o professor enumerou a renda, a especulação imobiliária e a negação do direito de cidadania. Aristides Moysés declarou que apenas um política de longo prazo poderá minimizar a atual disparidade. “Precisamos de políticas de Estado e não de Governos. A principal causa da violência não está na pobreza absoluta, mas na disparidade entre ricos e pobres em um mesmo lugar”, explicou.
Sobre a especulação imobiliária, o professor disse que a subveniência do Poder Público ao poder do capital, que faz com que não se cumpram os planos diretores de Goiânia, geram vazios urbanos que estimulam a criação de setores cada vez mais distantes dos empregos e dos serviços públicos. “Uma cidade mais compacta é uma cidade mais humana, mais barata e mais justa. Hoje, existem em Goiânia aproximadamente 85 mil lotes ou glebas vazias”, ressaltou.
Segundo o professor, as imobiliárias maximizam seus lucros com estes lotes vazios, já que elas aguardam investimentos públicos que valorizem o imóvel e, desta forma, o torne inacessível para a classe menos favorecida.
Outro fenômeno que gera desigualdade, apontado por Aristides Moysés, é enobrecimento urbano, que consiste na valorização de imóveis através da retirada de uma região próxima a uma área nobre da cidade de moradores de classe mais baixa. “Uma nova característica da ocupação urbana é que as áreas mais distantes da capital, que normalmente seriam dedicadas para moradias populares, estão sendo utilizadas para construção de condomínios horizontais. Diante desta situação, os pobres encontram como solução a superpopulação de lotes de favelas, através dos puxadinhos”, esclareceu.