Serviço Social
A Assembleia Legislativa é palco da etapa do 1º Simpósio Goiano de Serviço Social nesta terça-feira, 25, por iniciativa do deputado Mauro Rubem (PT). Ao longo de todo dia, será debatido o tema "Serviço Social, Habitação e Meio Ambiente", no Auditório Costa Lima. O Simpósio é realizado pelo Conselho Regional de Serviço Social de Goiás (Cress-GO) e tem como tema central "Trabalho com Direitos pelo Fim da Desigualdade".
O deputado Mauro Rubem caracterizou o encontro como de extrema relevância. “A categoria tem um projeto político pedagógico que se identifica com o meu para a construção de uma nova sociedade. Por isso o apoio a este evento”, disse. O deputado ressaltou ainda que Habitação e Meio Ambiente são eixos temáticos importantes e que este é o momento correto de discuti-los.
“Apenas uma pequena parte da população um acesso a um meio ambiente protegido, enquanto o resto convive com a degradação e seus impactos para a saúde. No tocante à habitação, vemos no Brasil uma proposta inédita para este setor, mas ainda temos que inserir os marginalizados neste processo”, destacou.
Presidente do Conselho Regional de Serviço Social do Estado de Goiás (Cress-GO), Neimy Batista afirmou que o Simpósio discute temas que se referem à dignidade e à vida humana. “Temos como bandeira a defesa dos direitos difusos, portanto, defendemos o acesso à habitação, água potável, saúde, educação, lazer, meio ambiente e tudo que se refere à dignidade e à vida humana”, disse a presidente.
Na manhã desta terça-feira, os professores da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) Aristides Moysés e Maria Conceição Sarmento Padial falaram sobre “Serviço Social pelo fim da desigualdade em defesa da Habitação e Meio Ambiente”.
Doutor e professor, Aristides Moysés é autor do livro "Goiânia Metrópole Não Planejada". Segundo o professor, na década de 50 a capital goiana perde a característica de ser planejada, já que a sua organização passa a ser monitorada pela iniciativa privada.
Entre os fatores que geram desigualdade habitacional, o professor enumerou a renda, a especulação imobiliária e a negação do direito de cidadania. Aristides Moysés declarou que apenas uma política de longo prazo poderá minimizar a atual disparidade. “Precisamos de políticas de Estado e não de Governos. A principal causa da violência não está na pobreza absoluta, mas na disparidade entre ricos e pobres em um mesmo lugar”, explicou.
Sobre a especulação imobiliária, o professor disse que a subveniência do Poder Público ao poder do capital, que faz com que não se cumpram os planos diretores de Goiânia, geram vazios urbanos que estimulam a criação de setores cada vez mais distantes dos empregos e dos serviços públicos. “Uma cidade mais compacta é uma cidade mais humana, mais barata e mais justa. Hoje, existem em Goiânia aproximadamente 85 mil lotes ou glebas vazias”, ressaltou.
Já a professora Maria Conceição Sarmento Padial apresentou conceitos, estatísticas e programas de habitação relacionados ao espaço urbano. Ela destacou que a urbanização no Brasil aconteceu de forma acelerada na década de 50, e nas décadas de 60 e 70 houve uma intensificação do crescimento da rede urbana. Em relação a Goiás, 87% da população hoje é urbana. Ainda, de acordo com dados apresentados pela professora, 16.211 famílias de Goiânia, em 1990, estavam em loteamentos irregulares e dentro desse número, 6.511 estavam em áreas de risco.
Maria Conceição também abordou medidas governamentais da década de 80 e 90 para atenuar os problemas enfrentados pela falta de moradia da população carente em Goiânia. A professora falou ainda sobre o Programa Federal “Minha Casa, Minha Vida”. “Nós que trabalhamos com o Serviço Social temos que entender todos esses programas e mecanismos para podermos caminhar em benefício da população”, finalizou.
Mesa
Compuseram a mesa de abertura do evento, além do presidente da Comissão de Direitos Humanos, o deputado Mauro Rubem, a presidente do Conselho Regional de Serviço Social 19ª Região Neimy Batista, a professora da PUC-GO Carmem Regina Paro, a professora e vice-presidente da diretoria-regional da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS), Regina Sueli Sousa.
Estiveram presentes, ainda, a professora da UFG Gláucia Leles Alves; a representante do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), Sandra Lúcia Gonçalves; e a representante dos estudantes de Serviço Social, Nildianny Lopes.
Programação
As atividades do Simpósio desta terça-feira serão retomadas às 13h45, com a relização de atividades culturais. Às 14 horas tem início mesa-redonda com o tema “A Cidade Sustentável: Habitação e Interesse Social”, que será seguido de debate. O encerramento está previsto para as 18 horas.
Paralelamente à programação, estão sendo expostos trabalhos artesanais produzidos pela Associação de Trabalho e Produção Solidária da Saúde Mental de Goiânia, o Gerarte II. A exposição acontece no saguão da Casa e vai até as 16 horas.
Os visitantes poderão conferir trabalhos manuais produzidos pelos 15 associados do Gerarte. Todos são resultados das oficinas ministradas de quilling, costura, pintura, bijuteria, tear e argila.
Também no saguão da Assembleia, estão sendo comercializados aproximadamente 400 títulos de livros de áreas afins ao serviço social, como sociologia e filosofia.
O deputado Mauro Rubem caracterizou o encontro como de extrema relevância. “A categoria tem um projeto político pedagógico que se identifica com o meu para a construção de uma nova sociedade. Por isso o apoio a este evento”, disse. O deputado ressaltou ainda que Habitação e Meio Ambiente são eixos temáticos importantes e que este é o momento correto de discuti-los.
“Apenas uma pequena parte da população um acesso a um meio ambiente protegido, enquanto o resto convive com a degradação e seus impactos para a saúde. No tocante à habitação, vemos no Brasil uma proposta inédita para este setor, mas ainda temos que inserir os marginalizados neste processo”, destacou.
Presidente do Conselho Regional de Serviço Social do Estado de Goiás (Cress-GO), Neimy Batista afirmou que o Simpósio discute temas que se referem à dignidade e à vida humana. “Temos como bandeira a defesa dos direitos difusos, portanto, defendemos o acesso à habitação, água potável, saúde, educação, lazer, meio ambiente e tudo que se refere à dignidade e à vida humana”, disse a presidente.
Na manhã desta terça-feira, os professores da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) Aristides Moysés e Maria Conceição Sarmento Padial falaram sobre “Serviço Social pelo fim da desigualdade em defesa da Habitação e Meio Ambiente”.
Doutor e professor, Aristides Moysés é autor do livro "Goiânia Metrópole Não Planejada". Segundo o professor, na década de 50 a capital goiana perde a característica de ser planejada, já que a sua organização passa a ser monitorada pela iniciativa privada.
Entre os fatores que geram desigualdade habitacional, o professor enumerou a renda, a especulação imobiliária e a negação do direito de cidadania. Aristides Moysés declarou que apenas uma política de longo prazo poderá minimizar a atual disparidade. “Precisamos de políticas de Estado e não de Governos. A principal causa da violência não está na pobreza absoluta, mas na disparidade entre ricos e pobres em um mesmo lugar”, explicou.
Sobre a especulação imobiliária, o professor disse que a subveniência do Poder Público ao poder do capital, que faz com que não se cumpram os planos diretores de Goiânia, geram vazios urbanos que estimulam a criação de setores cada vez mais distantes dos empregos e dos serviços públicos. “Uma cidade mais compacta é uma cidade mais humana, mais barata e mais justa. Hoje, existem em Goiânia aproximadamente 85 mil lotes ou glebas vazias”, ressaltou.
Já a professora Maria Conceição Sarmento Padial apresentou conceitos, estatísticas e programas de habitação relacionados ao espaço urbano. Ela destacou que a urbanização no Brasil aconteceu de forma acelerada na década de 50, e nas décadas de 60 e 70 houve uma intensificação do crescimento da rede urbana. Em relação a Goiás, 87% da população hoje é urbana. Ainda, de acordo com dados apresentados pela professora, 16.211 famílias de Goiânia, em 1990, estavam em loteamentos irregulares e dentro desse número, 6.511 estavam em áreas de risco.
Maria Conceição também abordou medidas governamentais da década de 80 e 90 para atenuar os problemas enfrentados pela falta de moradia da população carente em Goiânia. A professora falou ainda sobre o Programa Federal “Minha Casa, Minha Vida”. “Nós que trabalhamos com o Serviço Social temos que entender todos esses programas e mecanismos para podermos caminhar em benefício da população”, finalizou.
Mesa
Compuseram a mesa de abertura do evento, além do presidente da Comissão de Direitos Humanos, o deputado Mauro Rubem, a presidente do Conselho Regional de Serviço Social 19ª Região Neimy Batista, a professora da PUC-GO Carmem Regina Paro, a professora e vice-presidente da diretoria-regional da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS), Regina Sueli Sousa.
Estiveram presentes, ainda, a professora da UFG Gláucia Leles Alves; a representante do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), Sandra Lúcia Gonçalves; e a representante dos estudantes de Serviço Social, Nildianny Lopes.
Programação
As atividades do Simpósio desta terça-feira serão retomadas às 13h45, com a relização de atividades culturais. Às 14 horas tem início mesa-redonda com o tema “A Cidade Sustentável: Habitação e Interesse Social”, que será seguido de debate. O encerramento está previsto para as 18 horas.
Paralelamente à programação, estão sendo expostos trabalhos artesanais produzidos pela Associação de Trabalho e Produção Solidária da Saúde Mental de Goiânia, o Gerarte II. A exposição acontece no saguão da Casa e vai até as 16 horas.
Os visitantes poderão conferir trabalhos manuais produzidos pelos 15 associados do Gerarte. Todos são resultados das oficinas ministradas de quilling, costura, pintura, bijuteria, tear e argila.
Também no saguão da Assembleia, estão sendo comercializados aproximadamente 400 títulos de livros de áreas afins ao serviço social, como sociologia e filosofia.