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O show de arrogância e falácias de Iris Rezende

25 de Maio de 2010 às 18:08
Artigo do deputado Daniel Goulart (PSDB) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 24.05.2010.

 * Daniel Goulart é deputado estadual pelo PSDB

Em artigo publicado ontem, domingo, na página 2 do Diário da Manhã, o ex-prefeito Iris Rezende repete mais uma vez as falácias a que sempre recorre para agredir o senador Marconi Perillo e, como sempre, dá um show de arrogância, acreditando-se predestinado por "missão divina" a governar Goiás.

Lamentavelmente, Iris tenta construir a sua candidatura ao governo sobre um amontoado de mentiras. A começar pelo suposto déficit de R$ 100 milhões, que já foi de R$ 50 milhões, de R$ 70 milhões, valores que variaram conforme o ódio e a inveja daqueles que inventaram esse argumento para atacar os governos do PSDB e justificar a sua própria inoperância.

O primeiro relatório do TCE, encaminhado na semana passada à Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento do Estado desde 1991, já adianta as primeiras informações oficiais no sentido de que esse déficit nunca existiu. Na verdade, o relatório, de credibilidade indiscutível, traz uma surpresa, ao desvendar os números do governo Iris Rezende (1991-1994) e do governo Maguito Vilela (1995-1998), e comprovar que nesses períodos, aí sim, existiu déficit - e no caso de Iris, déficit volumoso, já que houve ano da sua gestão em que os gastos a descoberto chegaram a 145% do orçamento do Estado.

Da mesma forma com que se agarra a fatos que nunca existiram, Iris omite aqueles que não interessam à sua autocultivada imagem de salvador da pátria. Finge não se lembrar, por exemplo, de que foi no seu primeiro governo que começou o desmantelamento do setor elétrico em Goiás, com a entrega da Usina de Corumbá a preço subfaturados a Furnas, em troca de uma reles concessão para a construção da quarta etapa de Cachoeira Dourada - obra que custou mais de R$ 200 milhões ao Estado e nunca trouxe retorno, devido aos problemas técnicos que, apesar de denunciados na época pelo Crea-GO, foram ignorados pelo governo.

Esse grave crime cometido por Iris contra o futuro de Goiás não sou eu quem denuncia, mas o relatório final da CPI da Celg, redigido pelo deputado Humberto Aidar (do PT, que está coligado com Iris) e aprovado com o voto do deputado José Nelto (do PMDB, mesmo partido de Iris). As conclusões são terríveis não só para Iris Rezende, como também para o seu pupilo Maguito Vilela, o governador que transformou o maior patrimônio dos goianos, a Usina de Cachoeira Dourada, simplesmente em pó.

Ao botar fora Corumbá e Cachoeira Dourada, Iris e Maguito comprometeram em definitivo a situação da Celg e, juntamente com outras irregularidades cometidas nos seus períodos de governo, criaram para Goiás um grave problema de infraestrutura energética - problema que agora, pasmem os leitores, Iris Rezende garante ser ele a única pessoa em condições de resolver.

O senador Marconi Perillo tem insistido na tese de que o debate eleitoral deste ano, em Goiás, pode e precisa ser demarcado em torno de temas de alto nível e dentro um clima de respeito entre os candidatos. Mas, ao que vemos, Iris não está interessado em seguir esse caminho. E por isso, aliás, que ele está respondendo na Justiça a processos por calúnia e difamação contra Marconi e mais uma vez, no caso do artigo publicado ontem no DM, será chamado à responsabilidade no âmbito do Poder Judiciário para provar as acusações que faz ou, caso não consiga, ser punido por cada uma delas.

Iris é um político do tempo antigo. Acredita apenas em si próprio e não dialoga com os segmentos da sociedade. Não ouve sequer o seu partido político. Também não conversa com a juventude e até hoje não entendeu o funcionamento da internet, que ele considera como passatempo ou diversão de quem tem tempo para jogar fora. Na sua biografia, estão registradas passagens que ele apagou da sua própria memória, mas não serão esquecidas jamais nem pela História nem pelo povo. Uma delas é a destruição das instituições financeiras estaduais - BEG, Caixego e BD - que hoje poderiam estar colaborando com o desenvolvimento de Goiás. Outra é a constituição, nos seus governos, da maioria dívida proporcional do Brasil, cujo pagamento perdurará ainda por mais de 50 anos, prejudicando os goianos e reduzindo a capacidade de investimento do Estado.

Além do que fez de negativo para o Estado, Iris também foi um prefeito que deixou para seu vice, Paulo Garcia, uma herança de abacaxis, a começar pelo transporte coletivo em caos, que ele prometeu resolver em seis meses e hoje, seis anos depois, só teve a situação agravada. Iris, que se autoproclama o campeão da infraestrutura, prometeu concluir as duas Marginais, Botafogo e Cascavel, e nada fez. Não tocou também no anel viário de Goiânia, deixando o trânsito da nossa capital como um dos piores do Brasil.

No seu artigo no DM, a propósito, Iris revela também a sua face oportunista, já que também tira a máscara da convivência pacífica com o atual governo, diz que Alcides arrebentou o Estado e mostra que o efêmero apoio do PMDB ao atual governador foi apenas mais uma jogada de puro oportunismo e velhacaria para enganar a população.

Finalmente, uma consideração sobre a pouca ou nenhuma credibilidade da palavra de Iris, que, como se vê, está assumindo como sua a mentira do déficit. Mentir, para um homem público, é um crime capital. Pois Iris acaba de também mentir e ser desmascarado pelo ex-prefeito Freud de Melo e pelo advogado Olinto Meirelles, depois de dizer em Aparecida que ele, Iris, foi o autor da lei que emancipou o município. Como se viu sobejamente provado nos artigos que Freud e Olinto escreveram nesta semana no DM, não foi.

Apenas mais uma mentira, dentre tantas.


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