CPI da Pedofilia
Presidida pelo deputado Fábio Sousa (PSDB), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa que investiga casos de pedofilia e abuso sexual contra menores em Goiás realizará em Porangatu, nesta sexta-feira, 28, às 14 horas, a segunda audiência pública da Comissão no interior do Estado.
Na última semana, a CPI da Pedofilia realizou encontro na cidade de Jataí. O evento para discutir formas de combate a exploração sexual de menores será realizado na Associação Comercial e Industrial de Porangatu.
Segundo a vice-presidente da Comissão, deputada Betinha Tejota (PSB), a audiência reunirá diversas autoridades da região Norte do Estado. Prefeitos, vereadores e conselheiros tutelares da Região discutirão medidas de conscientização contra a pedofilia e formas de se combater esse crime.
Representante do Norte goiano na Assembleia, Betinha Tejota destacou a importância dos parlamentares no evento. ”Todos os deputados, de todas as regiões, devem participar das audiências públicas, porque a pedofilia é um problema muito sério e grave", afirmou.
"A pedofilia é um dos piores males da nossa sociedade, é preciso combatê-la de forma dura e eficaz. Nós, da sociedade organizada, temos o dever de lutar contra tudo de ruim que assola a sociedade", ressaltou a deputada. Betinha Tejota ainda destacou que o problema do tráfico internacional de mulheres goianas também deve ser abordado no evento.
Além do encontro em Jataí e Porangatu, a CPI da Pedofilia já confirmou audiência pública em Catalão, no dia 8 de junho. A Comissão é presidida pelo deputado Fábio Sousa (PSDB). A deputada Betinha Tejota (PSB) é a vice-presidente. A relatora da Comissão é a deputada Isaura Lemos (PDT). Também compõem a CPI, as deputadas Adriete Elias (PMDB) e Cilene Guimarães (PR).
Jataí
Em Jataí, o deputado Fábio Sousa (PSDB) apresentou as conquistas já alcançadas pela Comissão.
Uma delas foi o compromisso obtido pelo Tribunal de Justiça de criar uma vara especializada para estes crimes. A iniciativa foi elogiada pela juíza Lorena Cristina Aragão e pelo promotor Flávio Cardoso, que estavam presentes na audiência.
Outro compromisso obtido foi a criação de mais delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente no Estado, junto à Secretária de Segurança Pública. "Mas nosso maior trunfo foi despertar a sociedade para este mal, que destrói a alma e o espírito das crianças. Peço que todos fiquem atentos, já que a pedofilia está em todas as classes sociais e níveis de escolaridade", encerrou Fábio.
Relatora da Comissão, a deputada Isaura Lemos (PDT) defendeu a união de todos os cidadãos para o combate a esse problema. "Neste exato momento, uma criança pode estar sendo vítima de abuso. E outra pode estar sendo coagida para permanecer em silêncio. Esta é a realidade contra a qual temos que lutar", afirmou.
A parlamentar lembrou que a pedofilia é um distúrbio que não tem cura, mas que pode ser controlado. Ainda, segundo a deputada, várias podem ser as causas da doença, como fatores culturais, sociais ou físicos. "Contudo, o importante não são as causas da pedofilia, mas as consequências que ela traz para as suas vítimas. Agressividade, compulsões, baixo rendimento escolar e fobias sociais são alguns sinais de que a criança pode estar sendo abusada", enfatizou.
Os principais pontos abordados na audiência foram a falta de infraestrutura adequada para que a investigação dos crimes de abuso seja mais efetiva e a importância das denúncias no combate a este crime.
O Portal da Assembleia Legislativa dispõe de link para que sejam feitas denúncias de casos de pedofilia e exploração sexual de crianças em Goiás. Segundo o presidente da CPI, serão encaminhadas ao Ministério Público todas as denúncias que chegarem à Comissão. O espaço no site da Assembleia Legislativa para receber denúncias de pedofilia em Goiás pode ser acessado clicando aqui.