Promotor cobra do Poder Público medidas contundentes contra a pedofilia
O titular da 1ª Promotoria de Porangatu, Joás de França Barros, ocupou a tribuna, na audiência pública da CPI da Pedofilia, para sugerir e cobrar providências para conter a ocorrência de crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. O promotor participa do evento promovido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa, que investiga casos de pedofilia e abuso sexual contra menores em Goiás, na tarde desta sexta-feira, 28, na Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Porangatu.
Entre as medidas para coibir o crime, Joás de França Barros cobrou dos parlamentares presentes emendas ao orçamento do Estado que contemplem os Conselhos Tutelares, no sentido de ampliar a estrutura e a ação desses órgãos. O magistrado deu o exemplo do Conselho Tutelar de Porangatu que, de acordo com ele, tem feito um bom trabalho.
O promotor também pediu ao subcomandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, Denílson de Araújo, que reforce a vigilância nas entradas de hotéis e motéis da cidade. Para ele, as penas de um a quatro anos para quem comete o crime de pedofilia devem ser estendidas também aos proprietários destes estabelecimentos, que acobertam a ação dos criminosos.
Segundo o promotor, Goiás está entre os Estados onde a ocorrência de prostituição nas rodovias é maior. Ele cobrou ainda das polícias rodoviárias do Estado campanha contundente nas estradas com o intuito de conscientizar os viajantes quanto ao crime de abuso sexual de menores.