CPI da Dívida
Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento do Estado de Goiás entre 1991 e 2009, o deputado Honor Cruvinel (PSDB) afirmou nesta terça-feira, 1º, durante reunião, que não haverá ingerência política dos deputados-membros para acelerar a apuração de informações realizada pelos analistas do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE) e pelos pesquisadores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), vinculada à Universidade de São Paulo.
"A aproximação do processo eleitoral, a partir das convenções partidárias, é uma preocupação dos deputados-membros. O risco de uso eleitoreiro da CPI é algo que nos preocupa, mas não haverá pressão para que os técnicos acelerem a apuração dos dados. Nossa vontade é que prevaleça a transparência e a técnica sobre os trabalhos", afirmou o tucano.
Honor Cruvinel disse a apresentação serena dos dados vai trazer maior confiabilidade dos resultados para a sociedade. De acordo com ele, a CPI não vai produzir relatórios a toque de caixa, mas pautada pela técnica e com compromisso pela transparência das informações.
"A entrega dos relatórios da Fipe e do TCE não terá ingerência de natureza política. Vamos demonstrar dados concretos para desfazer o mal entendido propagado por algumas autoridades, que insistem na tecla de que há um déficit de R$ 100 milhões. O relatórios vão demonstrar para toda a sociedade os esclarecimentos sobre o que aconteceu nos últimos 19 anos", afirmou Honor Cruvinel.
Os servidores do TCE e os pesquisadores da Fipe estão trabalhando em sintonia. A informação foi da analista do tribunal Suzie Hayashida e do professor da instituição paulista, Paulo de Tarso Soares. O tribunal goiano tem levantado informações para traçar um retrato da dívida flutuante do Estado.